terça-feira, 29 de maio de 2012

Person of Interest - Season Finale

PERSON OF INTEREST chega ao fim de sua primeira temporada. Série policial e de espionagem criada por Jonathan Nolan e produzida por J. J. Abrams, conta a história de John Reese, um ex-agente da CIA contratado pelo bilionário Harold Finch para evitar assassinatos antes que eles aconteçam. Tudo graças a uma máquina criada por Finch que, através de uma análise precisa de emails, telefones e câmeras de vigilância, consegue prever quando um cidadão estará envolvido num crime violento.

A avaliação do episódio piloto está AQUI.

A temporada toda foi fantástica. A série parecia que ia ser levada "nas costas" pelos talentosos James Caveziel e Michael Emmerson, mas, durante a evolução da trama, grande importância foi dada aos policiais coadjuvantes. Detetive Carter e Fusco obtiveram papel fundamental na narrativa e se tornaram essenciais até os momentos finais da temporada.

A detetive Joss Carter, policial incorruptível, se vê num beco sem saída quando descobre que John Reese - conhecido como "homem de terno" - é um dos mocinhos e que muitas vezes consegue resolver os crimes que a polícia não consegue. A aproximação desses dois a partir do episódio 09 ("Get Carter") muda o rumo da história, deixando as coisas bem mais interessantes.

O detetive Lionel Fusco, ao contrário, sempre foi um policial corrupto. Graças as ameaças de John Reese, consegue fazê-lo trabalhar como seu espião dentro da polícia e também como infiltrado numa organização de policiais corruptos chamada HR. E não é que ele acabou gostando de ser "do bem"?

Achei que iam levar o personagem Elias para o final da temporada, que ele iria ser o grande vilão da série. Mas resolveram dar fim em sua trama no episódio 19 ("Flesh and Blood")... Bem, não sei se ele volta para as próximas temporadas, já que seu arco fechou tão bem. Foi um vilão com grande profundidade e gostei de conhecer a sua história. Mark Snow, o agente da CIA que persegue Reese, tem seu fim no episódio S01E20, o que pra mim foi meio inesperado. Achei que ele ia dar muito trabalho pro nosso herói nas temporadas seguintes.



"SPOILERS" DO EPISÓDIO S01E23 - SEASON FINALE

Agora sabe-se que a máquina não foi desligada.
Essa informação foi obtida pela agente (ou ex-agente?) Alicia Corwin, que explica à Henry Finch sobre o perigo da máquina em cair em mãos erradas. Mas antes que ambos chegassem a um consenso, surge a obscura hacker "Root" (episódio 13 - "Root Cause"), mata a agente e sequestra Finch. WTF!

Rever a maliciosa Zoey Morgan no último episódio foi ótimo, suas artimanhas são sempre de grande valia nas missões mais complicadas. Assistir os dois policiais se digladiando e, após a discussão, descobrirem que ambos trabalhavam com John Reese... "Bem, nós devíamos nos juntar e tomar uma, um dia desses". Foi hilariante!

E, finalmente, com o sumiço de Finch, como fica John Reese? O que lhe resta da vida? Quem lhe dará os números da próxima vítima ou assassino? Vê-lo andando na rua sem direção chega a ser angustiante... Até que o telefone público toca.

Aguardarei ansioso a próxima temporada pra saber mais sobre "a" máquina e quem mais está envolvido!

Comentem à vontade

@rodolfojcn

domingo, 27 de maio de 2012

Community s03e20 - A genialidade de Community

Acho que é lugar comum citar Community como a melhor série de comédia da atualidade, ou pelo menos, uma das melhores. E este momento de Community é ainda mais proeminente com a decadência de Big Bang Theoty (comentada por @marinalordelo no post anterior)e a saída de Michael Scott (Steve Carell) de The Office. Modern Family continua com seu humor característico mas com um foco mais real. E 30 Rock é o que mais aproxima de Community, com um humor non-sense e calcado nas críticas sobre o politicamente correto americano. 

Community é uma homenagem ao cinema e séries de TV. Cada episódio pode levar-nos de uma animação em stop-motion a um episódio de CSI, com as situações mais diferentes possíveis. Referência aos filmes/séries de guerra com um jogo de paintball, aos filmes de Tarantino com um aniversário, e por aí vai. Mas como um fã de videogames e ficção científica não poderia deixar de escrever sobre o episódio Digital EState Planning, no qual o grupo de estudos se transporta para um jogo de videogame com seus avatares para tentar localizar a fortuna do pai de Pierce.
O sentimento de nostalgia é irresistível para quem jogou os consoles de 8 e 16bits, principalmente 8 bits (Nintendo,Master System). O jogo é claramente baseado nos RPGs da época como Phantasy Star, inclusive a edição de som. Um espetáculo. E dentro do jogo, o veneno crítico de Community também começa a ser destilado, mostrando principalmente nos personagens de Annie e Shirley que fora da realidade suas convicções podem mudar. 
Para mim, duas referências muito fortes, a primeira de Jogador número 1, livro de Ernest Cline, que levam pessoas a um mundo de realidade virtual em busca de um tesouro, como o pai de Pierce, e a segunda é Matrix. Matrix está todo lá, com Abed sendo Neo. Ele que entende como o jogo funciona e faz com que tudo se modifique. O pai de Pierce seria o Arquiteto e Gilbert Lawson seria agente Smith. Mas cada um enxerga community como quiser. O seriado está lá cheio de referências, e tenho certeza que as referências que eu vejo não são as mesmas que outras pessoas percebem, e nisso vejo a genialidade de Community. 
Infelizmente já foi anunciado que a quarta e última temporada será somente de 13 episódios. Mas se continuar com este ritmo Community será lembrada como uma das séries mais marcantes de comédia desta década.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A decadência de The Big Bang Theory

Não tenho dúvidas de que vou criar vários inimigos com este post, mas já passou da hora de se conversar um pouco sobre o que esta série que prometia tanto vem fazendo com os fiéis espectadores. 

Eu já tinha observado e comentado que a partir da terceira temporada Sheldon – o melhor personagem da série - virou uma espécie de protagonista. Praticamente todos os episódios foram voltados para ele, ofuscando, consequentemente, os colegas igualmente competentes. Howard se manteve o mais apagado possível, até que o aparecimento de Bernadette deu uma guinada na sua história.

Raj, que sempre foi um personagem co-dependente de Howie, ficou ainda mais apagado. Enquanto sua irmã, Priya estava na área, Raj teve um pouquinho mais de destaque. Mas até ela era mais interessante do que o rapaz, além de movimentar os núcleos de forma muito divertida. Aliás, já está na hora de dar um jeito no transtorno dele em falar na frente de mulheres; era engraçado no começo, hoje, só fez prejudicar o crescimento do personagem – que não participa de inúmeros diálogos.

A história entre Penny e Leonard está cada vez mais morna e sem jeito. Aliás, o endeusamento de Penny por Amy é mais interessante do que a história da lourinha com o suposto protagonista.

Amy sim é uma personagem interessante. A única que mudou durante as temporadas, saindo do “sheldonismo” intocável na sua primeira aparição, à uma mulher cheia de desejos, capaz de aceitar qualquer proposta de contato corporal com Sheldon. Hoje, Amy é a personagem que mais me divirto em todos os episódios.


O Season Finale foi decepcionante. O primeiro casamento entre os personagens da série deveria ter sido muito mais emocionante, cativante, divertido e até mesmo elegante. A única coisa legal de toda aquela história foi o zoom out da câmera mostrando o coração feito por Raj no terraço. De resto, foi muita vergonha alheia ver todos fazerem um jogral sendo juízes do casamento – eu não gostei. Ficou estranho a mãe de Howard não aparecer, o pai de Bernadete cair fora e não ter absolutamente nenhum outro convidado – nem da universidade, do Cheesecake Factory ou do laboratório que Bernadete trabalha atualmente.


Impossível não comparar com os excelentes casamentos de Friends, todos igualmente divertidos e cheios de lágrimas dos expectadores: Mônica e Chandler, Ross e Emily, Ross e Rachel em Vegas e o mais lindo de todos, Phoebe e Mike. Assim, vira até covardia falar do casamento de Howie e Bernadete, né?

TBBT está vivendo do que foram as duas primeiras temporadas, que arrebataram o público que permanece até hoje assistindo aos episódios não mais tão divertidos quanto antes. É preciso mudar esse cenário, sem trazer novos atores ao elenco, e sim melhorando as histórias dos que já são fixos do quadro.

terça-feira, 1 de maio de 2012

FRINGE - Episódio s4e19


= CONTÉM SPOILER DA QUARTA TEMPORADA =

Sim, eles vieram do futuro. E em determinado momento eles pararam de observar e tomaram o controle... Isso foi no ano de 2015.

Fringe mais uma vez surpreende e começa a revelar mistérios... Inserindo mais alguns. Dessa vez tudo se passa no futuro, numa realidade em que não se sabe qual. Os seres humanos que resistiram aos Observadores foram subjugados. Os que sobreviveram, sucumbiram, e foram chamados de "nativos". Outros optaram por segui-los e se declararam aliados e foram chamados de "fidelistas".

A divisão Fringe, igualmente subjugada, se tornou responsável em manter a paz e o controle dos nativos, pelo risco de novos rebeldes se unirem para tentar deter os Observadores.

Qual é o objetivo desses roteiristas, pelo amor de Jesus Cristo ?!

Com a confirmação da quinta e última temporada de Fringe, estamos em reta final da saga de Olivia, Peter e Walter. Apesar da grande confusão de realidades paralelas, linhas temporais diferentes... E agora o passado e futuro, era necessário maior objetividade na narrativa. Apontar a série para uma direção - ou duas direções, no caso - significou expor as duas ameaças/inimigos da história: David Robert Jones e os Observadores.

Saber que os Observadores deixaram de observar e, deste modo, optaram por se estabelecer em um ano específico, foi uma provável decisão após séculos de análise sobre a humanidade. Assim, decretar a supremacia em um período histórico onde a humanidade se encontrava em crise ou fragilizada tem um certo fundamento. Bem, pelo menos é o que eu acho!

O problema é que existe uma variável que os Observadores não conseguem enxergar: Peter Bishop. Ele foi apagado de toda a realidade e, mesmo assim, voltou pra ela. Será que é por isso que Etta Bishop, filha de Peter e Olivia, consegue ludibriar os Observadores tão bem?

E as pendência? Os mistérios?

ZTF. Não estou esquecido desse livro, escrito pelo próprio Willian Bell. Não esqueço que o livro comenta sobre "as primeiras pessoas", os primeiros humanos do planeta. Espero que esta e várias outras pendências fiquem claras, mas dessa vez eu me sinto mais confiante do que na época do falecido seriado LOST.



P.S. Para mim, a abertura desse episódio foi tão impactante quanto o próprio episódio em si. 
Nas aberturas anteriores, sempre foi mostrado temas dos mais variados, que incluem assuntos polêmicos da ciência, tecnologia, psicologia e paranormalidade. Veja aqui, aqui e aqui.

O que foi feito nessa abertura de tão emocionante? Citando coisas como "Individualidade", "Alegria", "Comunidade"... "Educação", "Livre arbítrio" e "Liberdade"... Agora esses assuntos são considerados polêmicos. São esses os temas que, antigamente tão óbvios, agora são distantes e quase inatingíveis. Perfeito.

Comentem a vontade,


@rodolfojcn