quinta-feira, 26 de abril de 2012

Merlin - Episódio Piloto


Continuo minha saga, falando sobre episódios pilotos!

Lançado em setembro de 2008, MERLIN é uma releitura da história do famoso mago da lenda do Rei Arthur. Merlin (Colin Morgan), quando chega em Camelot pela primeira vez, percebe que está em apuros. Enviado por sua mãe para trabalhar e aprender com o curandeiro Gaius (Richard Wilson) a arte da medicina, descobre que magia é crime e a sentença é a morte. O problema é que ele nasceu com esse dom e faz feitiços de maneira tão espontânea que mal consegue disfarçar.

Vê que o rei Uther Pendragon está condenando um rapaz por feitiçaria. Sua morte em praça pública desperta a fúria de sua mãe, que promete vingança. Merlin conhece também o filho do rei, o jovem Arthur. Habilidoso guerreiro, demonstra ainda uma postura imatura e de garoto mimado, diferente do homem que futuramente se tornará. Outros personagens clássicos são inseridos: Guinevere, uma doce moça que trabalha como serviçal no palácio, e Morgana, meia- irmã do príncipe Arthur.


A primeira impressão não foi das melhores. Muitas mudanças da lenda original me incomodaram. Senti-me vendo um "Smallville" medieval com um elenco feio de dar dó. Os efeitos especiais das magias são muito bons, principalmente a telecinese de Merlin. Mas só isso não garante qualidade do roteiro, que, pela simplicidade, visivelmente tem como foco o público infanto-juvenil.

Potencial? Até tem. A história é rica, Lancelot não aparece nesse início e deve ser um elemento importante para a trama. Mas a relação entre Merlin e Arthur (que por incrível que pareça têm a mesma idade!) deve amadurecer ao longo da temporada mas, sinceramente... Não empolgou para ver os seguintes.

Comentem a vontade,

@rodolfojcn

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Game of Thrones S02 – a opinião de quem não leu o livro



Só leia este post se você já assistiu aos 4 episódios da segunda temporada, ok?

Como @peregrinc e @rodolfojcn leram os livros de Martin eu resolvi compartilhar a minha opinião de não-leitora e exclusivamente expectadora da série. Bom, vamos lá!

Eu não sei vocês, mas sempre me perco no mapa (que a cada episódio acrescenta um lugar novo e eu não acompanho!) e nos personagens. Mapas a parte, quero dar minha humilde opinião sobre essa disputa de coras. Na realidade o título de rei virou chiclete no bolso da calça: todo mundo tem. É um tal de sua Graça em todos os cantos do mapa (mesmo sem entendê-lo, ó!). Começarei então pelos irmãos Baratheon.

Os dois herdeiros legítimos da coroa, até então são personagens com núcleos bem interessantes. Renly, irmão mais novo de Robert, tem sua fake esposa que compra a ideia de se tornar rainha e por isso tolera as traições ardentes do marido com seu irmão. Mas, a personagem com mais potencial do núcelo que deve vir com tudo é a fiel escudeira de Renly (não achei o nome dela de jeito algum!). Acho que ela ainda vai prometer boas cenas e bons diálogos. Renly, apesar de irmão de Robert, é o mais novo e não tem direito ao trono; um menino mimado que está doidinho para ter o poder nas mãos.

Lorde Stannis Baratheon é o herdeiro de direito e de fato. Apático, se transforma quando se relaciona com a mulher vermelha, poderosa e dotada de dons até então desconhecidos. Seu núcleo principal conta ainda com Davos, o ex-contrabandista que teve os dedos de uma das mãos cortados por Stannis. Nem preciso dizer que a mulher vermelha é um personagem super interessante, principalmente por conta desse mistério todo que ela emana. Neste último episódio, inclusive, Davos presencia o nascimento estupidamente rápido do filho dela com Stannis. Quer dizer, aquilo não é um filho, né? É um demônio das sombras do Vingador de “Caverna do Dragão”! Provavelmente ela será uma ameaça a aquisição do trono, creio eu.


Além de ser bastardo de Cersei com Jamie e não ter direito a coroa, Joffrey é louco. Maluquinho da silva. Desde o final da temporada passada quando ele mandou decepar a cabeça de Ned eu tinha certeza do diagnóstico. Esta temporada não está nada diferente: em quatro episódios ele já bateu em Sansa, já mandou matar bebês e agora me veio com sadomasoquismo doente, ordenando as prostitutas a se espancarem. Definitivamente Cersei não deu educação a esse menino. Ele não só deve perder o trono de ferro, como deve ser uma cena linda de se ver. Aposto que todos vocês estão tão ansiosos quanto eu para ver o menino Joffrey se dar mal.

Daenerys está apagada até então. Coitada, vaga pelo deserto sem água nem comida, e vive da esperança de seus dragões crescerem e a vingarem. Sim, ela pode ser a grande surpresa da temporada, não tenho dúvidas. Massa seria ver uma luta entre os dragões de Daenerys com o demônio das sombras da mulher vermelha, que tal?

Robb Stark é um fenômeno em ganhar batalhas que ninguém vê, só ouvimos dizer. Sustentado pelas boas influências da mãe, é o queridinho do público e o preferido da maioria em assumir o reino. Se Martin seguir a linha da temporada passada, ele vai ser feliz há 7 palmos do chão. Sim, claro! Sigamos a lógica, Ned morreu e ele era o querido dos espectadores, chegou a ser considerado protagonista da série! Bem, morrendo ou não, Robb ainda vai dar dor de cabeça aos outros núcleos e vai ganhar todas as batalhas. Mesmo que a gente não veja...

Eu estou gostando bastante da segunda temporada, e esse último episódio me deixou mais empolgada do que os três primeiros, apesar da boa dose de fantasia. Domingo chegaremos à metade da série e a tendência é que do meio para o final as coisas esquentem ainda mais. Haja expectativa!

Comentem a vontade,

@marinalordelo

quinta-feira, 19 de abril de 2012

How I Met Your Mother

Há um tempo que eu queria escrever um post sobre HIMYM. Desde que @rodolfojcn publicou sobre a série, eu e @peregrinc corremos para ver as 7 temporadas e já estamos up to date!

Ontem assistimos ao episódio 21 da sétima temporada e me ocorreu de fazer algumas comparações entre os personagens de HIMYM e de outros seriados antigos de sucesso.

 

Vamos lá!

  1. A fórmula Joey de ser - mesmo que Joey (Friends) e Barney sejam personagens com objetivos diferentes, o estilo “pegador” sem compromisso de Joey Tribianni é exageradamente sem noção no lourinho de HIMYM. Ambos funcionam de forma tão interessante que o público em geral se identifica com a reação dos outros personagens que circundam os rapazes e não propriamente com eles. Essa identificação por tabela me fez compreender a razão da série “Joey”, posterior a Friends não ter funcionado, assim como uma série “Barney” não funcionaria: precisamos dos outros personagens para rir das piadas.
  2. Uma mulher sem pretensões amorosas: Robin – Uma personagem bem construída e diferente do que as séries e filmes acostumaram a exibir, Robin é uma mulher independente, descolada que não se preocupa (MESMO!) em ficar só. Talvez por conta desta conceituação, fique difícil compará-la apenas a um personagem. Vamos tentar uma mistura: que tal se combinássemos a facilidade de Elaine Banes (Seinfeld) em terminar namoros, com a independência (mesmo casada) e a busca pela realização profissional de Jamie Buchman (Mad About You) e a vida sexual descolada de Britta (Community)? Pode ser uma proposta interessante, mas ainda assim não fiquei satisfeita, afinal Robin Scherbatsky é uma das personagens femininas mais complexas da TV.
  3. Ted: o bonzinho que precisa de um amor – Se manter casado era a grande frustração de Ross Geller (Friends) e tenho certeza (quase absoluta) de que ele foi inspiração para a criação de Ted Mosby. Ser largado no altar, ter um filme de mau gosto em sua homenagem ou até mesmo ser homônimo de um ator pornô são coisas que com certeza poderiam ter acontecido com Ross.
  4. Lilly&Marshal: o casal 2 em 1 - É difícil analisá-los separados porque além de casal em 99% dos episódios eles são personagens complementares. Com comportamentos parecidos, gostos tão semelhantes que são capazes de se entender via pensamento, Lilly e Marshal são uma pessoa só, isso é indiscutível. Nenhum casal de seriado conseguiu alcançar essa espécie de “nirvana”, mas alguns chegaram perto. Mônica e Chandler (Friends) tiveram seus períodos de sintonia absurda, especialmente quando queriam arranjar namorado para Rachel! Mas eles não chegam nem perto de Peter e Olívia no final da 3ª temporada de Fringe!!! Em grande sintonia, os dois juntos conseguiram ligar a máquina projetada por Walter, vejam que coisa! 

Devaneios (meus!) a parte, How I Met Your Mother é uma série muito divertida e que, acima de tudo, faz referências interessantíssimas ao mundo nerd e à vida da gente de uma forma muito leve e inteligente. Se você ainda não assistiu está perdendo uma grande chance de descobrir de forma muito bem humorada como Ted encontrou a mãe de seus filhos.

Comentem a vontade,

@marinalordelo

domingo, 8 de abril de 2012

Game of Thrones s02e02

Chegamos ao segundo capítulo de Game of Thrones. Não sei se iremos escrever sobre todos os episódios desta segunda temporada mas, pelo menos neste início, com a empolgação lá no alto, sentimos esta necessidade de compartilhar.
Achei acertado a mudança do nome do seriado em relação à série literária. Guerra dos Tronos, ou Game of Thrones é o nome do primeiro livro, e foi adaptado na primeira temporada. Esta segunda temporada é baseada no segundo livro  - A Fúria dos Reis - tradução que não faz jus ao nome original, pois esta temporada nos promete realmente o "Clash of Kings" (Embate de Reis).A manutenção de Guerra dos Tronos/ Game of Thrones é acertada porque este jogo nunca deixa de ser jogado nesta série, como bem sabe Tyrion Lannister.

Além deste, a série traz vários acertos, o primeiro é a transcrição literal de vários diálogos dos livros, o que demonstra o respeito pelo escrito por George R. R. Martin, que é consultor da série. Outro, é o complemento de vários pontos que não aparecem no decorrer do texto. Por exemplo, o segundo livro é contado pela perspectiva de Bran, Sansa, Arya, Jon Snow, Davos Seaworth, Theon Greyjoy, Caitlin Stark-Tully, Daenarys Targaryen e Tyrion Lannister, então qualquer cena desta segunda temporada que não está presente pelo menos um destes personagens, é uma cena extra e complementar ao livro. Geralmente as mudanças feitas na série é para ampliar ou reduzir um pouco a participação de personagens para que haja um equilibrio na série que não existe no livro.

Bem, o segundo capitulo continua a colocar as peças no tabuleiro, e ainda sobram algumas para o próximo episódio, já que o Rei Renly ainda não apareceu. Stannis mostra sua busca por exército, Tyrion começa a colocar Porto Real sobre seu real comando como Mão do Rei, Arya tem mais destaque neste episódio que mostra mais das companhias que estão com ela fazendo o caminho para a Patrulha da Noite. 
A quantidade de personagens que continuam a aparecer é impactante e ainda vão surgir outros nos próximos episódios, o que faz com que Game of Thrones seja uma série que precisa de uma direção altamente competente, que saiba apresentar os personagens e dar destaque a cada um em cena. 
Neste segundo episódio, ocorreu uma das cenas que mais gostei deste segundo livro, que é quando Theon encontra seu pai, Lorde Balon Greyjoy, nas Ilhas de Ferro. Pagar o preço do ferro ou do ouro diz muito de como os habitantes das Ilhas do Ferro entendem a honra e como suas atitudes são moldadas a partir disso. Sinceramente esperava uma atuação mais contundente do Lorde Greyjoy, mas a cena ficou forte de qualquer forma.

A expectativa só cresce para a esperada Clash of Kings.

Comentem a vontade

@peregrinc

terça-feira, 3 de abril de 2012

Game of Thrones - 2a Temporada


Joffrey.   Rob Stark.   Renly.   Stannis.   Daenerys. 

De repente Westeros ficou pequena demais para tantos reis. A história dessa temporada começa meses após a morte de Ned Stark. Morte essa que não foi em vão: Stannis e Renly, irmãos do falecido rei Robert, são informados por Ned antes de sua execução que Joffrey é supostamente filho de uma relação incestuosa entre os irmãos Jaime e Cersei. Enquanto isso, Rob é declarado Rei do Norte por seus aliados.

Fã assumido da saga Crônicas de Gelo e Fogo, estava ansioso pela estreia da nova temporada. Difícil avaliar o episódio sem ser influenciado pela euforia. Ver na TV os queridos (e inúmeros!) personagens que tanto me cativaram em minhas leituras não tem preço.

Admito que o episódio me pareceu muito recortado, principalmente pela necessidade de mostrar todos os personagens, antigos e novos, em várias localidades. Não sei como seria possível fazer isso de um melhor jeito, pois até nos livros isso é evidente.

Esperava - como no livro - que a primeira cena do episódio fosse com Melissandre, a sacerdotisa vermelha, e que a cena das estátuas dos antigos deuses pegando fogo seria mais impactante como minha imaginação sugeria. Mesmo assim, acho que a atriz escolhida (Carice van Houten) foi muito acertada.

Finalmente os lobos cresceram. Contudo, os efeitos especiais ainda estão aquém do esperado. Sei que o orçamento de um seriado é menor do que um grande filme "blockbuster" mas uma saga como essa exige efeitos impecáveis. Filmes como "A Bússula de Ouro" já mostraram que é possível juntar animais em computação gráfica com qualidade e atores reais. Só nos resta esperar para ver como os dragões e os lobos vão interagir com os humanos ao longo da série.

Uma coisa interessante que não foi apresentado claramente no livro, mas que foi bem explícito no seriado, foi o motivo que iniciou as mortes dos bastardos de Robert Baratheon. A conversa entre Cersei e seu filho Joffrey foi considerado como o estopim para que a série de assassinatos começassem, culminando para a conclusão do episódio, mostrando Arya e Gendry juntos.

E para finalizar, gostaria de lembrar de mais uma cena interessantíssima. Um diáologo entre Mindinho e Cersei, que, se não me engano, não existe no livro:




- Conhecimento é poder. - diz Mindinho.
- Poder é poder. - responde Cersei.