sábado, 31 de março de 2012

Walking Dead - Final da Segunda Temporada (s02e09 a e13)

Chegou ao fim a segunda temporada de The Walking Dead. Em grande estilo, devo dizer. Quem acompanhou meu último post sobre a série sabe da minha impressão de lentidão da série. Neste últimos capítulos a série andou. E como.
Acho que está claro, mas nunca é demais avisar. Siga por sua conta e risco já que spoilers aparecerão nas próximas linhas.


Ainda por aqui ? Então, vamos lá. Finalmente deixamos a fazenda de Hershel e toda a estrutura da equipe está ruindo após a morte de Shane e a desconfiança do equipe com Rick. A cena da morte de Shane, apesar de não ser tão impactante como nos quadrinhos (Carl atira no Shane normal, não zumbi) foi muito bem conduzida. Não poderia ser mais parecida com as HQs pois na série, como a morte de Shane ocorreu muito depois, já vimos que existia uma ligação muito forte entre Carl e Shane, o que não permitiria ao telespectador aceitar tão facilmente esta situação. Ou seja, acerto do roteirista da série.

Interessante como a postergação da morte de Shane causou muito bem a série. Ele era o que destoava do grupo, já que o próprio Daryl ficou muito menos revoltado nesta temporada. Shane era o que vivia no limite, matou Otis de maneira fria, raspou o cabelo (pra mim, numa homenagem clara a Taxi Driver), a relação dele com Lori foi muito aprofundada e,como dois lados da moeda, ele e Rick sempre se chocavam. Para mim, o que era mais interessante é que apesar das decisões dele serem totalmente amorais, sempre faziam sentido logicamente. Já que não existe mais sociedade, devemos continuar seguindo as regras normais ?


A cena da morte de Shane também começa com uma tomada do diretor com os dois vultos (Rick e Shane) contra a luz da lua, que é, em minha opinião, uma das tomadas mais bonitas de toda a série. Falar da direção, fotografia, maquiagem, edição de arte é chover no molhado e repetir tudo que já foi comentado, mas este aspecto da série é digno de cinema.

Voltaram as mortes, a de Dale foi a mais emotiva, cena muito bem dirigida e de atuação marcante. A invasão zumbi deixou muitas baixas, e foi o ponto alto da série até agora. É o que sempre pensamos que poderia ocorrer, e aconteceu. Centenas de zumbis, mais do que as poucas pessoas conseguiriam conter. Achei que a desistência de Hershel foi menos difícildo que deveria ter sido, mas não prejudicou em nada a narrativa, já que o sentimento de desespero era muito maior. A fuga foi muito dificil, e a direção nos fez torcer por cada um do grupo.

Antes de concluir dois aspectos que não posso deixar de falar. O primeiro é uma discussão entre Andrea e Lori, lá pelo episódio 10/11, em que Lori critica Andrea por não estar ajudando nas tarefas domésticas, já que os homens já estavam cuidando da seguirança. Ou seja, mais machismo do roteirista, impossível. A idéia dele de apocalipse zumbi é que retrocedemos 200 anos não só na parte de sociedades mas nos direitos femininos também. Péssimo.


O segundo aspecto são as aparições do final da temporada. Michonne está muito parecida com as HQs. A introdução dela foi impactante e inesperada mas deixou uma espectativa muito boa para a próxima temporada, assim como a penitenciária que deve levar os conflitos do grupo para outro nível.

Até a terceira temporada, zumbis !

Comentem a vontade.

@peregrinc


segunda-feira, 26 de março de 2012

AWAKE - S01E3 e S01E04


Após o final do segundo episódio dando indícios de conspiração no acidente de Michael Britten, parece que os roteiristas resolveram estrategicamente explorar isso mais para frente. O terceiro episódio vem com um ritmo mais frenético: um presidiário chamado John Cooper, que foi condenado graças a Michael, consegue escapar e sequestra Rex! O problema é que antes de Michael conseguir descobrir o paradeiro de seu filho... John Cooper morre! É hora de dormir mais cedo... para acordar do outro lado e investigar o caso por outro ângulo, antes que seja tarde demais!
Já no quarto episódio, Michael investiga o suicídio (?) de uma jovem funcionária de uma grande empresa enquanto encara outro caso na outra realidade, a morte de um "festeiro" que aparentemente foi torturado antes de sua execução. E pra deixar Michael Britten mais confuso, ele se depara com a ex-babá de Rex: em um lado ela aparenta estar bem de vida e do outro, ela se encontra pobre e desamparada.

A série mantém, ao meu ver, uma qualidade aceitável, com episódios interessantes e que se encaixam bem. A trilha sonora sutil, impregna nosso inconsciente, faz o telespectador ficar com uma impressão de que não existe realidade, apenas dois sonhos se intercalando.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Homeland no Iradex

PH Santos falando sobre HOMELAND, já comentado aqui!
SEM SPOILERS!


quinta-feira, 15 de março de 2012

Awake - S01e02



O segundo episódio começou com a maior das expectativas. Será que conseguirão manter a qualidade da trama nesses próximos episódios? Dessa vez, Michael Britten investiga a morte do médico de fertilidade Bernard Mackenzie, assassinado por envenenamento. Do outro lado dessa realidade, o nome desse mesmo médico aparece como um "João Ninguém", assassinado com um tiro, porém, sem pistas ou testemunhas, o caso tinha sido dado como encerrado.
Muito engraçado como Michael se apega à coisas como "qual é a altura do suspeito" para conduzir a investigação. Obviamente, insistindo sempre nessa mesma pergunta, seus parceiros começam a questionar a sua sanidade. Mas não podemos perder de vista também que Michael é um excelente detetive, mandando muito bem na sala de interrogatório quando entrevistou o outro médico, colega de trabalho do falecido Dr. Bernard Mackenzie!

Além disso, quando se trata de sua família, Michael vai aprendendo, pegando pistas de um lado e usando no outro, melhorando tanto sua relação com seu filho como ajudando na superação de sua esposa na perda. 

E que final foi aquele? Agora é esperar pelo próximo!

OBSERVAÇÃO IMPORTANTÍSSIMA: o parceiro de Michael (na realidade onde a mãe está viva) é... Fez do That´s 70s Show! E fazendo um ótimo trabalho!

                        

terça-feira, 13 de março de 2012

How I Met Your Mother - s07 (até e17) - O Começo do Fim

Meu último grande vício de série foi How I Met Your Mother, conheci no final do último ano e em menos de 3 meses em 2012, cheguei ao episódio atual da temporada. Para quem não fez a conta foram 6 temporadas e meia digeridas, ou melhor, degustadas durante este período.
Não vou me alongar sobre a série, até porque meu colega/colaborador @rodolfojcn já fez isso aqui, mas não custa nada dizer que Barney, Marshall, Lily, Robin e Ted são os substitutos perfeitos para Rachel, Monica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross.
Mas depois de esta sequência enorme de episódios, passei um tempo pensando e vi que realmente já está na hora da série chegar ao ponto onde conheceremos a mãe dos filhos de Ted. Isso porque percebi que nesta sétima temporada apesar de alguns episódios espetaculares como a da festa na casa de Lily e Marshall, o de Robin falando com os filhos dela ou o do restaurante oriental (mind games de Barney, ao melhor estilo Ben Linus), a história principal em si chegou em um dead-end (ou beco sem saída) retornando a pontas soltas de outras temporadas como a Slutty Pumpkin, Victoria e o velho triângulo amoroso da série, ou até revendo algumas decisões como a ida de Lily e Marshall para o subúrbio , resultando na inevitável (spoiler).
Não acredito mais em um grande amor para Ted que não seja finalmente A MÃE, até porque ele mesmo já disse após o último Eu Te Amo na série que o próximo seria para A MÃE. Barney oscila entre o velho Barney e um que quer realmente namorar, o que para mim não convence muito. Marshall e Lily têm o bebê a caminho, que pode gerar ótimas situações. Já Robin sempre foi para mim a mais desinteressante do quinteto (a não ser pelos episódios com piadas sobre o Canadá) e seu personagem é o que menos variou durante as temporadas.
De qualquer forma, apesar de achar que HIMYM se aproxima inexoravelmente do fim (sempre quis escrever inexoravelmente), ainda é a série que melhor brinca com a linha temporal, com a estrutura dos episódios e com a imaginação de seus fãs. Sua perda será sentida.
Só espero que ela saiba a hora de sair de maneira legen... wait for it...

Comentem a vontade

@peregrinc


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domingo, 11 de março de 2012

Walking Dead - s02e08

Só para situar os desavisados, estou escrevendo este post após o episódio 08 da segunda temporada de Walking Dead, ou seja, o primeiro após o break.
Antes de falar sobre este episódio específico, é interessante fazer um apanhado desta primeira metade. Após uma curta primeira temporada, resolveu-se dividir a segunda temporada de WD, e a primeira parte focou basicamente na relação do grupo de Rick Grimes com o grupo da fazenda do veterinário Hershel, que ele encontra após ter o filho baleado, e na busca pela filha de Carol, Sophia, que se perdeu em uma floresta aos arredores da fazenda de Hershel. Apesar de alguns momentos bons, esta primeira metade se arrastou muito. Durante vários episódios, a sensação de que a história não andava foi gritante, mas tudo se salvou no desfecho, que foi espetacular. Uma coisa temos que admitir, apesar do roteiro ter um andamento lento, a direção, fotografia e direção de arte dos episódios são espetaculares, dignas de cinema. A sensação de tensão não some em momento nenhum.
Apesar da história principal ser cativante, alguns plots secundários não empolgam, como a gravidez de Lori (sinceramente, no fim do mundo, quem se importa de quem é o filho?). Por falar em Lori, é uma personagem que não cativa ninguém, acho uma atuação fraca de Sarah Wayne Callis, que eu até gostava em Prison Break, mas que até agora não consegue me passar nenhuma angustia do momento que está passando. Dos outros coadjuvantes destacaria somente Andrea (Laurie Holden) e Daryl (Norman Reedus). Já a dupla Rick Grimes e Shane, fazem seu papel. Apesar de achar Shane (Jon Bernthal) às vezes exagera um pouco na atuação, mas talvez faça parte do momento do personagem.
Bem, o fim desta primeira parte da temporada fechou algumas pontas, e preparou o caminho para novos rumos na segunda parte, mas não foi isso que vimos no primeiro episódio pós-break.
Mais um episódio que apesar de cenas muito interessantes, deu a sensação de que a trama não andou novamente. Mas valeu pelas cenas da conversa de Carl com a mãe - o menino Chandler Riggs se destacou, dando um banho de atuação em sua mãe fictícia - mostrando que a situação está exigindo um amadurecimento precoce; pelo acidente com Lori, muito bem dirigido, e, pela cena com os dois viajantes no bar. Esta cena inclusive me passou a sensação que apesar do perigo iminente dos zumbis, o maior medo ainda é provocado pelos seres humanos.

Comentem a vontade.

@peregrinc

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terça-feira, 6 de março de 2012

Sua série vai renovar?

O site "Ligado em Série" listou as séries que serão canceladas, renovadas e as que estão em cima do muro. Fringe tem chances de ser renovada!

sexta-feira, 2 de março de 2012

AWAKE - EPISÓDIO PILOTO


O carro sai da pista desgovernado e começa a capotar pelo declive. O mundo começa a rodar para Michael Britten (Jason Isaacs), sua esposa e seu filho. Ele e seu filho sobrevivem mas sua esposa não resiste à tragédia. Quero dizer, Michael sobrevive com sua esposa mas seu filho não resiste... à tragédia... Ahn? 

Awake, criado pelo pouco conhecido Kyle Killen, tem um enredo interessante. Após esse acidente, Michael Britten convive com duas realidades, uma em que sua mulher sobreviveu e a outra, seu filho. As duas se revezam toda vez que ele vai dormir. O que é sonho e o que é real?

Filtros coloridos são utilizados na filmagem, para definir de que lado o protagonista está. Essa técnica não é novidade: já foi usada com sutileza no filme Matrix (1999), em que Neo revezava entre um tom azulado, em Zion, e o esverdeado, quando entrava na Matrix. Um ótimo recurso, pois no seriado nem sempre a família de Michael está por perto para dar aquela pista ao telespectador.

Já não bastasse o drama familiar, Michael Britten também é policial e, enquanto faz psicoterapia (nas duas realidades!) para entender o que se passa em sua mente, investiga os mais variados casos (nas duas realidades!). Vale muito a pena conferir.