segunda-feira, 9 de julho de 2012

Game Of Thrones - Season Finale


Casal em Série tardando mas não falha!

O último episódio dessa segunda temporada mostra os resultados do conflito da baía da Água Negra. Batalha esta vista no episódio passado, mas que merece alguns comentários pela sua grandiosidade.

A tensão do conflito era evidente, dentro e fora de Porto Real. As incessantes - e desconfortáveis - conversas entre Cersei e Sansa tornava a situação ainda mais claustrofóbica. O destino daquelas mulheres estava traçado, dependendo do resultado da guerra, e isso tornavam-as nada mais que ovelhas em um cerco, sendo o pastor Ser Ilyn Payne. O fogovivo, líquido altamente inflamável utilizado no combate, ficou com um efeito interessantíssimo, com uma cor verde fluorescente, deixando-o com um aspecto de substância não existente em nossa realidade. Um dos personagens mais odiados, o rei Joffrey, sucumbe ao medo da iminente derrota e foge na frente de seus soldados, deixando ao seu tio anão a responsabilidade de controlar o ânimo da tropa. E, com um jogo de planos, que alternava entre a imagem dos soldados espalhados lá embaixo e Tyrion num andar mais superior, tornou mais épico seu discurso, finalizando com todos brandindo e com a moral retomada. Contudo, Tyrion sai de cena logo em seguida, cabisbaixo, com uma expressão de desconforto e pessimismo.


Por outro lado, uma questão: que rei sai na frente de sua tropa, pondo em risco sua vida num combate frontal? Aparentemente Stannis. Eu entendo que ele se considerava "campeão" do Deus Vermelho e que Melissandre havia lhe dito que viu no fogo que venceriam a guerra... Mas não dá pra engolir um "senhor" lutar daquela maneira, fazer aquele estrago, conseguir invadir a muralha... Até finalmente bater em retirada, com a chegada de Tywin Lannister e a família Tyrell, agora aliados, retomando Porto Real na última hora.


A partir desse ponto, o episódio final apenas ficou com a responsabilidade de fechar certas pontas soltas. Lembrando que o penúltimo episódio da primeira temporada culminou com a cabeça de Ned Stark rolando, a tensão estava focada no destino de nosso querido anão Tyrion Lannister, seriamente ferido em combate. Com a experiência traumatizante do telespectador, podia se esperar o pior, contudo um suspiro de alívio pôde ser dado logo no início do episódio, quando os olhos de Tyrion se abrem... Mas em sua face a mácula eterna daquela batalha, possivelmente encomendada pela irmã Cersei.


Arya e seus companheiros conseguem fugir de Harrenhal graças à ajuda do misterioso Jaqen H´ghar. Definitivamente tinha algo de muito estranho com esse estrangeiro... As mortes que lhe eram solicitadas eram providenciadas sem dificuldades, independente de tempo e da quantidade! Após a mudança de seu rosto,  fica claro que Jaqen possui poderes místicos. Uma curiosidade: na primeira temporada, uma das serviçais de Viserys comenta sobre algumas lendas de Westeros, de pessoas que conseguem "mudar a fisionomia como mudam de roupa". (Ver no video abaixo, minuto 1:56)





A trama de Daenerys foi a que mais destoou da história do livro. Neste caso não me incomodou de maneira alguma, já que, na minha opinião, o que se passa com ela em "A Fúria dos Reis" não é tão elaborado como o enredo mostrado na série. O roubo dos dragões e o poder de "multiplicação" do mago Pyat Pree não fazem parte da história original. Contudo faltou alguns detalhes, principalmente certas visões que Daenerys presenciou na Casa dos Imortais e que foram deixadas de lado no seriado.

Brienne e Jaime Lannister agora seguem para Porto Real. Quem leu Tormenta de Espadas sabe como esta dupla interage bem, mas até agora não percebi muita química entre os dois atores. A atriz Gwendoline Christie, que faz o papel da feia e hábil guerreira, ficou bem caracterizada em sua personagem, mas, nas cenas de combate, ela deixa a desejar com movimentos muito lentos. Vamos aguardar a terceira temporarada e conferir.

O final do episódio foi bem polêmico, mostrando um batalhão de mortos-vivos ao norte... Conclusão essa que dividiu opiniões. Percebo que existem dois tipos de espectadores: aqueles que adoram Guerra dos Tronos pelo conteúdo medieval e político e aqueles que gostam disso tudo, mas não vêem a hora dos dragões crescerem e almejam que a sutil magia presente em Westeros esteja cada vez mais evidente na trama. Guerra dos Tronos nunca quis enganar ninguém: desde o primeiro ato estava claro que seres para lá da muralha estavam surgindo e que em certo ponto isso iria ser explorado.

E o que vocês acharam da trajetória de Theon Greyjoy nessa temporada? E do jovem lobo sucumbindo ao charme de Jeyne e quebrando a promessa do velho Frey?

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@rodolfojcn

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Chuck - 1a temporada


Como vocês já perceberam, não falo apenas sobre seriados novos e episódios recentes. Muitas vezes me deparo com uma série que já estreou faz um tempo, mas que nunca tive oportunidade de assistir. Enquanto minhas séries preferidas não voltam, resolvi dar uma chance à Chuck (2007).

Chuck é um jovem pacato que trabalha numa loja de eletrônicos chamada Buy More. Fez faculdade em Stanford, mas não conseguiu se formar, graças a seu colega de quarto Bryce Larkin, que o acusou de ter roubado as questões das provas. Três anos depois vemos o mesmo Bryce roubando um arquivo confidencial - e extremamente bem protegido - da CIA, para logo depois enviar para o email de Chuck.

Assim que abre o arquivo, Chuck é bombardeado por uma série de informações sigilosas da CIA e seu cérebro absorve tudo...
E, a partir de então, se torna a mais nova arma do serviço secreto americano para identificar possíveis atos de terrorismo e criminosos procurados.

Dois agentes ficam responsáveis por ele: a bela Sarah Walker (Yvonne Strahovski), da CIA, e o ranzinza John Casey (Adam Baldwin), da NSA. Sarah se torna a nova "namorada" de Chuck, enquanto Casey se torna empregado da Buy More

A série é bem leve e divertida. Fica bem claro desde o começo que o objetivo nunca foi de um seriado sério sobre espionagem, sendo ele repleto de clichês, incluindo referências à filmes do 007 e a complicada relação entre o nerd com a linda espiã designada à protegê-lo. Algumas cenas de ação são exageradas, outras até bem feitas, mas o que me deixou profundamente incomodado foram as lutas, principalmente quando envolvem a atriz Yvonne Strahovski. Nem todo mundo tem o dom para as artes marciais...

Seria então uma mistura de "Big Bang Theory" com "Person of Interest"? Talvez. Mas dessa vez as referências nerds são poucas e bem mais sutis, deixando apenas a personalidade de Chuck como foco. A espionagem está lá também, mas sempre com os dois agentes agindo e fazendo Chuck "esperar no carro" (e vocês acham que ele consegue ficar parado lá dentro?).

Terminei a primeira temporada, que possui 13 episódios, e já estou providenciando a segunda. Os mais exigentes podem considerar a série um pouco boba... Mas é tão divertida, que até o James Bond pararia pra ver na hora do almoço.

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@rodolfojcn

quinta-feira, 14 de junho de 2012

HOMELAND - 1a Temporada

Já comentei sobre o episódio piloto AQUI e como a primeira temporada de Homeland foi aclamada pela crítica. Mas demorei um pouco pra engatar nos episódios seguintes e só ontem finalizei todos os 12 episódios da série.

Resumindo, Homeland conta a história de Nicholas Brody, fuzileiro naval capturado por terroristas e que ficou durante 8 anos em cativeiro. Resgatado após uma investida americana, volta pra sua família e é aclamado como herói de guerra.

Enquanto isso, a desajustada porém competente Carrie Mathison, agente da CIA, sabe - através de um informante de Bagdá - que um soldado americano se converteu ao islamismo e possivelmente será responsável por um novo atentado em solo norte-americano. Seria ele Nicholas Brody??

Quando Carrie vê o retorno de Nicholas Brody, aparentemente tudo se encaixa, iniciando um jogo de gato e rato. A trama é bem interessante, apesar da temática já ter sido abordada incessantemente após o atentado das Torres Gêmeas. Contudo, a visão maniqueísta (EUA x MAL) começa a se perder ao longo da temporada, o que é um ponto positivo da série. Já estamos cansados de ver sempre os Estados Unidos como perfeitos e heróis do mundo.

Além disso, os personagens são consistentes e a atuação é um show à parte. O telespectador vai conhecendo-os aos poucos até descobrir qual a intenção por trás de cada ação. Nota-se uma direção cuidadosa e uma fotografia impecável, com planos emocionantes, mostrando - até o clímax do último episódio - o porquê de tantos prêmios até o momento. 

Dessa vez fiz esse post sem spoilers exatamente para atiçar você que não viu ainda. Eu achava que Homeland seria uma minisérie. Agora estou feliz, aguardando a próxima temporada. Vamos ver até onde essa trama vai nos levar.



terça-feira, 29 de maio de 2012

Person of Interest - Season Finale

PERSON OF INTEREST chega ao fim de sua primeira temporada. Série policial e de espionagem criada por Jonathan Nolan e produzida por J. J. Abrams, conta a história de John Reese, um ex-agente da CIA contratado pelo bilionário Harold Finch para evitar assassinatos antes que eles aconteçam. Tudo graças a uma máquina criada por Finch que, através de uma análise precisa de emails, telefones e câmeras de vigilância, consegue prever quando um cidadão estará envolvido num crime violento.

A avaliação do episódio piloto está AQUI.

A temporada toda foi fantástica. A série parecia que ia ser levada "nas costas" pelos talentosos James Caveziel e Michael Emmerson, mas, durante a evolução da trama, grande importância foi dada aos policiais coadjuvantes. Detetive Carter e Fusco obtiveram papel fundamental na narrativa e se tornaram essenciais até os momentos finais da temporada.

A detetive Joss Carter, policial incorruptível, se vê num beco sem saída quando descobre que John Reese - conhecido como "homem de terno" - é um dos mocinhos e que muitas vezes consegue resolver os crimes que a polícia não consegue. A aproximação desses dois a partir do episódio 09 ("Get Carter") muda o rumo da história, deixando as coisas bem mais interessantes.

O detetive Lionel Fusco, ao contrário, sempre foi um policial corrupto. Graças as ameaças de John Reese, consegue fazê-lo trabalhar como seu espião dentro da polícia e também como infiltrado numa organização de policiais corruptos chamada HR. E não é que ele acabou gostando de ser "do bem"?

Achei que iam levar o personagem Elias para o final da temporada, que ele iria ser o grande vilão da série. Mas resolveram dar fim em sua trama no episódio 19 ("Flesh and Blood")... Bem, não sei se ele volta para as próximas temporadas, já que seu arco fechou tão bem. Foi um vilão com grande profundidade e gostei de conhecer a sua história. Mark Snow, o agente da CIA que persegue Reese, tem seu fim no episódio S01E20, o que pra mim foi meio inesperado. Achei que ele ia dar muito trabalho pro nosso herói nas temporadas seguintes.



"SPOILERS" DO EPISÓDIO S01E23 - SEASON FINALE

Agora sabe-se que a máquina não foi desligada.
Essa informação foi obtida pela agente (ou ex-agente?) Alicia Corwin, que explica à Henry Finch sobre o perigo da máquina em cair em mãos erradas. Mas antes que ambos chegassem a um consenso, surge a obscura hacker "Root" (episódio 13 - "Root Cause"), mata a agente e sequestra Finch. WTF!

Rever a maliciosa Zoey Morgan no último episódio foi ótimo, suas artimanhas são sempre de grande valia nas missões mais complicadas. Assistir os dois policiais se digladiando e, após a discussão, descobrirem que ambos trabalhavam com John Reese... "Bem, nós devíamos nos juntar e tomar uma, um dia desses". Foi hilariante!

E, finalmente, com o sumiço de Finch, como fica John Reese? O que lhe resta da vida? Quem lhe dará os números da próxima vítima ou assassino? Vê-lo andando na rua sem direção chega a ser angustiante... Até que o telefone público toca.

Aguardarei ansioso a próxima temporada pra saber mais sobre "a" máquina e quem mais está envolvido!

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@rodolfojcn

domingo, 27 de maio de 2012

Community s03e20 - A genialidade de Community

Acho que é lugar comum citar Community como a melhor série de comédia da atualidade, ou pelo menos, uma das melhores. E este momento de Community é ainda mais proeminente com a decadência de Big Bang Theoty (comentada por @marinalordelo no post anterior)e a saída de Michael Scott (Steve Carell) de The Office. Modern Family continua com seu humor característico mas com um foco mais real. E 30 Rock é o que mais aproxima de Community, com um humor non-sense e calcado nas críticas sobre o politicamente correto americano. 

Community é uma homenagem ao cinema e séries de TV. Cada episódio pode levar-nos de uma animação em stop-motion a um episódio de CSI, com as situações mais diferentes possíveis. Referência aos filmes/séries de guerra com um jogo de paintball, aos filmes de Tarantino com um aniversário, e por aí vai. Mas como um fã de videogames e ficção científica não poderia deixar de escrever sobre o episódio Digital EState Planning, no qual o grupo de estudos se transporta para um jogo de videogame com seus avatares para tentar localizar a fortuna do pai de Pierce.
O sentimento de nostalgia é irresistível para quem jogou os consoles de 8 e 16bits, principalmente 8 bits (Nintendo,Master System). O jogo é claramente baseado nos RPGs da época como Phantasy Star, inclusive a edição de som. Um espetáculo. E dentro do jogo, o veneno crítico de Community também começa a ser destilado, mostrando principalmente nos personagens de Annie e Shirley que fora da realidade suas convicções podem mudar. 
Para mim, duas referências muito fortes, a primeira de Jogador número 1, livro de Ernest Cline, que levam pessoas a um mundo de realidade virtual em busca de um tesouro, como o pai de Pierce, e a segunda é Matrix. Matrix está todo lá, com Abed sendo Neo. Ele que entende como o jogo funciona e faz com que tudo se modifique. O pai de Pierce seria o Arquiteto e Gilbert Lawson seria agente Smith. Mas cada um enxerga community como quiser. O seriado está lá cheio de referências, e tenho certeza que as referências que eu vejo não são as mesmas que outras pessoas percebem, e nisso vejo a genialidade de Community. 
Infelizmente já foi anunciado que a quarta e última temporada será somente de 13 episódios. Mas se continuar com este ritmo Community será lembrada como uma das séries mais marcantes de comédia desta década.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A decadência de The Big Bang Theory

Não tenho dúvidas de que vou criar vários inimigos com este post, mas já passou da hora de se conversar um pouco sobre o que esta série que prometia tanto vem fazendo com os fiéis espectadores. 

Eu já tinha observado e comentado que a partir da terceira temporada Sheldon – o melhor personagem da série - virou uma espécie de protagonista. Praticamente todos os episódios foram voltados para ele, ofuscando, consequentemente, os colegas igualmente competentes. Howard se manteve o mais apagado possível, até que o aparecimento de Bernadette deu uma guinada na sua história.

Raj, que sempre foi um personagem co-dependente de Howie, ficou ainda mais apagado. Enquanto sua irmã, Priya estava na área, Raj teve um pouquinho mais de destaque. Mas até ela era mais interessante do que o rapaz, além de movimentar os núcleos de forma muito divertida. Aliás, já está na hora de dar um jeito no transtorno dele em falar na frente de mulheres; era engraçado no começo, hoje, só fez prejudicar o crescimento do personagem – que não participa de inúmeros diálogos.

A história entre Penny e Leonard está cada vez mais morna e sem jeito. Aliás, o endeusamento de Penny por Amy é mais interessante do que a história da lourinha com o suposto protagonista.

Amy sim é uma personagem interessante. A única que mudou durante as temporadas, saindo do “sheldonismo” intocável na sua primeira aparição, à uma mulher cheia de desejos, capaz de aceitar qualquer proposta de contato corporal com Sheldon. Hoje, Amy é a personagem que mais me divirto em todos os episódios.


O Season Finale foi decepcionante. O primeiro casamento entre os personagens da série deveria ter sido muito mais emocionante, cativante, divertido e até mesmo elegante. A única coisa legal de toda aquela história foi o zoom out da câmera mostrando o coração feito por Raj no terraço. De resto, foi muita vergonha alheia ver todos fazerem um jogral sendo juízes do casamento – eu não gostei. Ficou estranho a mãe de Howard não aparecer, o pai de Bernadete cair fora e não ter absolutamente nenhum outro convidado – nem da universidade, do Cheesecake Factory ou do laboratório que Bernadete trabalha atualmente.


Impossível não comparar com os excelentes casamentos de Friends, todos igualmente divertidos e cheios de lágrimas dos expectadores: Mônica e Chandler, Ross e Emily, Ross e Rachel em Vegas e o mais lindo de todos, Phoebe e Mike. Assim, vira até covardia falar do casamento de Howie e Bernadete, né?

TBBT está vivendo do que foram as duas primeiras temporadas, que arrebataram o público que permanece até hoje assistindo aos episódios não mais tão divertidos quanto antes. É preciso mudar esse cenário, sem trazer novos atores ao elenco, e sim melhorando as histórias dos que já são fixos do quadro.

terça-feira, 1 de maio de 2012

FRINGE - Episódio s4e19


= CONTÉM SPOILER DA QUARTA TEMPORADA =

Sim, eles vieram do futuro. E em determinado momento eles pararam de observar e tomaram o controle... Isso foi no ano de 2015.

Fringe mais uma vez surpreende e começa a revelar mistérios... Inserindo mais alguns. Dessa vez tudo se passa no futuro, numa realidade em que não se sabe qual. Os seres humanos que resistiram aos Observadores foram subjugados. Os que sobreviveram, sucumbiram, e foram chamados de "nativos". Outros optaram por segui-los e se declararam aliados e foram chamados de "fidelistas".

A divisão Fringe, igualmente subjugada, se tornou responsável em manter a paz e o controle dos nativos, pelo risco de novos rebeldes se unirem para tentar deter os Observadores.

Qual é o objetivo desses roteiristas, pelo amor de Jesus Cristo ?!

Com a confirmação da quinta e última temporada de Fringe, estamos em reta final da saga de Olivia, Peter e Walter. Apesar da grande confusão de realidades paralelas, linhas temporais diferentes... E agora o passado e futuro, era necessário maior objetividade na narrativa. Apontar a série para uma direção - ou duas direções, no caso - significou expor as duas ameaças/inimigos da história: David Robert Jones e os Observadores.

Saber que os Observadores deixaram de observar e, deste modo, optaram por se estabelecer em um ano específico, foi uma provável decisão após séculos de análise sobre a humanidade. Assim, decretar a supremacia em um período histórico onde a humanidade se encontrava em crise ou fragilizada tem um certo fundamento. Bem, pelo menos é o que eu acho!

O problema é que existe uma variável que os Observadores não conseguem enxergar: Peter Bishop. Ele foi apagado de toda a realidade e, mesmo assim, voltou pra ela. Será que é por isso que Etta Bishop, filha de Peter e Olivia, consegue ludibriar os Observadores tão bem?

E as pendência? Os mistérios?

ZTF. Não estou esquecido desse livro, escrito pelo próprio Willian Bell. Não esqueço que o livro comenta sobre "as primeiras pessoas", os primeiros humanos do planeta. Espero que esta e várias outras pendências fiquem claras, mas dessa vez eu me sinto mais confiante do que na época do falecido seriado LOST.



P.S. Para mim, a abertura desse episódio foi tão impactante quanto o próprio episódio em si. 
Nas aberturas anteriores, sempre foi mostrado temas dos mais variados, que incluem assuntos polêmicos da ciência, tecnologia, psicologia e paranormalidade. Veja aqui, aqui e aqui.

O que foi feito nessa abertura de tão emocionante? Citando coisas como "Individualidade", "Alegria", "Comunidade"... "Educação", "Livre arbítrio" e "Liberdade"... Agora esses assuntos são considerados polêmicos. São esses os temas que, antigamente tão óbvios, agora são distantes e quase inatingíveis. Perfeito.

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@rodolfojcn

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Merlin - Episódio Piloto


Continuo minha saga, falando sobre episódios pilotos!

Lançado em setembro de 2008, MERLIN é uma releitura da história do famoso mago da lenda do Rei Arthur. Merlin (Colin Morgan), quando chega em Camelot pela primeira vez, percebe que está em apuros. Enviado por sua mãe para trabalhar e aprender com o curandeiro Gaius (Richard Wilson) a arte da medicina, descobre que magia é crime e a sentença é a morte. O problema é que ele nasceu com esse dom e faz feitiços de maneira tão espontânea que mal consegue disfarçar.

Vê que o rei Uther Pendragon está condenando um rapaz por feitiçaria. Sua morte em praça pública desperta a fúria de sua mãe, que promete vingança. Merlin conhece também o filho do rei, o jovem Arthur. Habilidoso guerreiro, demonstra ainda uma postura imatura e de garoto mimado, diferente do homem que futuramente se tornará. Outros personagens clássicos são inseridos: Guinevere, uma doce moça que trabalha como serviçal no palácio, e Morgana, meia- irmã do príncipe Arthur.


A primeira impressão não foi das melhores. Muitas mudanças da lenda original me incomodaram. Senti-me vendo um "Smallville" medieval com um elenco feio de dar dó. Os efeitos especiais das magias são muito bons, principalmente a telecinese de Merlin. Mas só isso não garante qualidade do roteiro, que, pela simplicidade, visivelmente tem como foco o público infanto-juvenil.

Potencial? Até tem. A história é rica, Lancelot não aparece nesse início e deve ser um elemento importante para a trama. Mas a relação entre Merlin e Arthur (que por incrível que pareça têm a mesma idade!) deve amadurecer ao longo da temporada mas, sinceramente... Não empolgou para ver os seguintes.

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@rodolfojcn

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Game of Thrones S02 – a opinião de quem não leu o livro



Só leia este post se você já assistiu aos 4 episódios da segunda temporada, ok?

Como @peregrinc e @rodolfojcn leram os livros de Martin eu resolvi compartilhar a minha opinião de não-leitora e exclusivamente expectadora da série. Bom, vamos lá!

Eu não sei vocês, mas sempre me perco no mapa (que a cada episódio acrescenta um lugar novo e eu não acompanho!) e nos personagens. Mapas a parte, quero dar minha humilde opinião sobre essa disputa de coras. Na realidade o título de rei virou chiclete no bolso da calça: todo mundo tem. É um tal de sua Graça em todos os cantos do mapa (mesmo sem entendê-lo, ó!). Começarei então pelos irmãos Baratheon.

Os dois herdeiros legítimos da coroa, até então são personagens com núcleos bem interessantes. Renly, irmão mais novo de Robert, tem sua fake esposa que compra a ideia de se tornar rainha e por isso tolera as traições ardentes do marido com seu irmão. Mas, a personagem com mais potencial do núcelo que deve vir com tudo é a fiel escudeira de Renly (não achei o nome dela de jeito algum!). Acho que ela ainda vai prometer boas cenas e bons diálogos. Renly, apesar de irmão de Robert, é o mais novo e não tem direito ao trono; um menino mimado que está doidinho para ter o poder nas mãos.

Lorde Stannis Baratheon é o herdeiro de direito e de fato. Apático, se transforma quando se relaciona com a mulher vermelha, poderosa e dotada de dons até então desconhecidos. Seu núcleo principal conta ainda com Davos, o ex-contrabandista que teve os dedos de uma das mãos cortados por Stannis. Nem preciso dizer que a mulher vermelha é um personagem super interessante, principalmente por conta desse mistério todo que ela emana. Neste último episódio, inclusive, Davos presencia o nascimento estupidamente rápido do filho dela com Stannis. Quer dizer, aquilo não é um filho, né? É um demônio das sombras do Vingador de “Caverna do Dragão”! Provavelmente ela será uma ameaça a aquisição do trono, creio eu.


Além de ser bastardo de Cersei com Jamie e não ter direito a coroa, Joffrey é louco. Maluquinho da silva. Desde o final da temporada passada quando ele mandou decepar a cabeça de Ned eu tinha certeza do diagnóstico. Esta temporada não está nada diferente: em quatro episódios ele já bateu em Sansa, já mandou matar bebês e agora me veio com sadomasoquismo doente, ordenando as prostitutas a se espancarem. Definitivamente Cersei não deu educação a esse menino. Ele não só deve perder o trono de ferro, como deve ser uma cena linda de se ver. Aposto que todos vocês estão tão ansiosos quanto eu para ver o menino Joffrey se dar mal.

Daenerys está apagada até então. Coitada, vaga pelo deserto sem água nem comida, e vive da esperança de seus dragões crescerem e a vingarem. Sim, ela pode ser a grande surpresa da temporada, não tenho dúvidas. Massa seria ver uma luta entre os dragões de Daenerys com o demônio das sombras da mulher vermelha, que tal?

Robb Stark é um fenômeno em ganhar batalhas que ninguém vê, só ouvimos dizer. Sustentado pelas boas influências da mãe, é o queridinho do público e o preferido da maioria em assumir o reino. Se Martin seguir a linha da temporada passada, ele vai ser feliz há 7 palmos do chão. Sim, claro! Sigamos a lógica, Ned morreu e ele era o querido dos espectadores, chegou a ser considerado protagonista da série! Bem, morrendo ou não, Robb ainda vai dar dor de cabeça aos outros núcleos e vai ganhar todas as batalhas. Mesmo que a gente não veja...

Eu estou gostando bastante da segunda temporada, e esse último episódio me deixou mais empolgada do que os três primeiros, apesar da boa dose de fantasia. Domingo chegaremos à metade da série e a tendência é que do meio para o final as coisas esquentem ainda mais. Haja expectativa!

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@marinalordelo

quinta-feira, 19 de abril de 2012

How I Met Your Mother

Há um tempo que eu queria escrever um post sobre HIMYM. Desde que @rodolfojcn publicou sobre a série, eu e @peregrinc corremos para ver as 7 temporadas e já estamos up to date!

Ontem assistimos ao episódio 21 da sétima temporada e me ocorreu de fazer algumas comparações entre os personagens de HIMYM e de outros seriados antigos de sucesso.

 

Vamos lá!

  1. A fórmula Joey de ser - mesmo que Joey (Friends) e Barney sejam personagens com objetivos diferentes, o estilo “pegador” sem compromisso de Joey Tribianni é exageradamente sem noção no lourinho de HIMYM. Ambos funcionam de forma tão interessante que o público em geral se identifica com a reação dos outros personagens que circundam os rapazes e não propriamente com eles. Essa identificação por tabela me fez compreender a razão da série “Joey”, posterior a Friends não ter funcionado, assim como uma série “Barney” não funcionaria: precisamos dos outros personagens para rir das piadas.
  2. Uma mulher sem pretensões amorosas: Robin – Uma personagem bem construída e diferente do que as séries e filmes acostumaram a exibir, Robin é uma mulher independente, descolada que não se preocupa (MESMO!) em ficar só. Talvez por conta desta conceituação, fique difícil compará-la apenas a um personagem. Vamos tentar uma mistura: que tal se combinássemos a facilidade de Elaine Banes (Seinfeld) em terminar namoros, com a independência (mesmo casada) e a busca pela realização profissional de Jamie Buchman (Mad About You) e a vida sexual descolada de Britta (Community)? Pode ser uma proposta interessante, mas ainda assim não fiquei satisfeita, afinal Robin Scherbatsky é uma das personagens femininas mais complexas da TV.
  3. Ted: o bonzinho que precisa de um amor – Se manter casado era a grande frustração de Ross Geller (Friends) e tenho certeza (quase absoluta) de que ele foi inspiração para a criação de Ted Mosby. Ser largado no altar, ter um filme de mau gosto em sua homenagem ou até mesmo ser homônimo de um ator pornô são coisas que com certeza poderiam ter acontecido com Ross.
  4. Lilly&Marshal: o casal 2 em 1 - É difícil analisá-los separados porque além de casal em 99% dos episódios eles são personagens complementares. Com comportamentos parecidos, gostos tão semelhantes que são capazes de se entender via pensamento, Lilly e Marshal são uma pessoa só, isso é indiscutível. Nenhum casal de seriado conseguiu alcançar essa espécie de “nirvana”, mas alguns chegaram perto. Mônica e Chandler (Friends) tiveram seus períodos de sintonia absurda, especialmente quando queriam arranjar namorado para Rachel! Mas eles não chegam nem perto de Peter e Olívia no final da 3ª temporada de Fringe!!! Em grande sintonia, os dois juntos conseguiram ligar a máquina projetada por Walter, vejam que coisa! 

Devaneios (meus!) a parte, How I Met Your Mother é uma série muito divertida e que, acima de tudo, faz referências interessantíssimas ao mundo nerd e à vida da gente de uma forma muito leve e inteligente. Se você ainda não assistiu está perdendo uma grande chance de descobrir de forma muito bem humorada como Ted encontrou a mãe de seus filhos.

Comentem a vontade,

@marinalordelo

domingo, 8 de abril de 2012

Game of Thrones s02e02

Chegamos ao segundo capítulo de Game of Thrones. Não sei se iremos escrever sobre todos os episódios desta segunda temporada mas, pelo menos neste início, com a empolgação lá no alto, sentimos esta necessidade de compartilhar.
Achei acertado a mudança do nome do seriado em relação à série literária. Guerra dos Tronos, ou Game of Thrones é o nome do primeiro livro, e foi adaptado na primeira temporada. Esta segunda temporada é baseada no segundo livro  - A Fúria dos Reis - tradução que não faz jus ao nome original, pois esta temporada nos promete realmente o "Clash of Kings" (Embate de Reis).A manutenção de Guerra dos Tronos/ Game of Thrones é acertada porque este jogo nunca deixa de ser jogado nesta série, como bem sabe Tyrion Lannister.

Além deste, a série traz vários acertos, o primeiro é a transcrição literal de vários diálogos dos livros, o que demonstra o respeito pelo escrito por George R. R. Martin, que é consultor da série. Outro, é o complemento de vários pontos que não aparecem no decorrer do texto. Por exemplo, o segundo livro é contado pela perspectiva de Bran, Sansa, Arya, Jon Snow, Davos Seaworth, Theon Greyjoy, Caitlin Stark-Tully, Daenarys Targaryen e Tyrion Lannister, então qualquer cena desta segunda temporada que não está presente pelo menos um destes personagens, é uma cena extra e complementar ao livro. Geralmente as mudanças feitas na série é para ampliar ou reduzir um pouco a participação de personagens para que haja um equilibrio na série que não existe no livro.

Bem, o segundo capitulo continua a colocar as peças no tabuleiro, e ainda sobram algumas para o próximo episódio, já que o Rei Renly ainda não apareceu. Stannis mostra sua busca por exército, Tyrion começa a colocar Porto Real sobre seu real comando como Mão do Rei, Arya tem mais destaque neste episódio que mostra mais das companhias que estão com ela fazendo o caminho para a Patrulha da Noite. 
A quantidade de personagens que continuam a aparecer é impactante e ainda vão surgir outros nos próximos episódios, o que faz com que Game of Thrones seja uma série que precisa de uma direção altamente competente, que saiba apresentar os personagens e dar destaque a cada um em cena. 
Neste segundo episódio, ocorreu uma das cenas que mais gostei deste segundo livro, que é quando Theon encontra seu pai, Lorde Balon Greyjoy, nas Ilhas de Ferro. Pagar o preço do ferro ou do ouro diz muito de como os habitantes das Ilhas do Ferro entendem a honra e como suas atitudes são moldadas a partir disso. Sinceramente esperava uma atuação mais contundente do Lorde Greyjoy, mas a cena ficou forte de qualquer forma.

A expectativa só cresce para a esperada Clash of Kings.

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@peregrinc

terça-feira, 3 de abril de 2012

Game of Thrones - 2a Temporada


Joffrey.   Rob Stark.   Renly.   Stannis.   Daenerys. 

De repente Westeros ficou pequena demais para tantos reis. A história dessa temporada começa meses após a morte de Ned Stark. Morte essa que não foi em vão: Stannis e Renly, irmãos do falecido rei Robert, são informados por Ned antes de sua execução que Joffrey é supostamente filho de uma relação incestuosa entre os irmãos Jaime e Cersei. Enquanto isso, Rob é declarado Rei do Norte por seus aliados.

Fã assumido da saga Crônicas de Gelo e Fogo, estava ansioso pela estreia da nova temporada. Difícil avaliar o episódio sem ser influenciado pela euforia. Ver na TV os queridos (e inúmeros!) personagens que tanto me cativaram em minhas leituras não tem preço.

Admito que o episódio me pareceu muito recortado, principalmente pela necessidade de mostrar todos os personagens, antigos e novos, em várias localidades. Não sei como seria possível fazer isso de um melhor jeito, pois até nos livros isso é evidente.

Esperava - como no livro - que a primeira cena do episódio fosse com Melissandre, a sacerdotisa vermelha, e que a cena das estátuas dos antigos deuses pegando fogo seria mais impactante como minha imaginação sugeria. Mesmo assim, acho que a atriz escolhida (Carice van Houten) foi muito acertada.

Finalmente os lobos cresceram. Contudo, os efeitos especiais ainda estão aquém do esperado. Sei que o orçamento de um seriado é menor do que um grande filme "blockbuster" mas uma saga como essa exige efeitos impecáveis. Filmes como "A Bússula de Ouro" já mostraram que é possível juntar animais em computação gráfica com qualidade e atores reais. Só nos resta esperar para ver como os dragões e os lobos vão interagir com os humanos ao longo da série.

Uma coisa interessante que não foi apresentado claramente no livro, mas que foi bem explícito no seriado, foi o motivo que iniciou as mortes dos bastardos de Robert Baratheon. A conversa entre Cersei e seu filho Joffrey foi considerado como o estopim para que a série de assassinatos começassem, culminando para a conclusão do episódio, mostrando Arya e Gendry juntos.

E para finalizar, gostaria de lembrar de mais uma cena interessantíssima. Um diáologo entre Mindinho e Cersei, que, se não me engano, não existe no livro:




- Conhecimento é poder. - diz Mindinho.
- Poder é poder. - responde Cersei.

sábado, 31 de março de 2012

Walking Dead - Final da Segunda Temporada (s02e09 a e13)

Chegou ao fim a segunda temporada de The Walking Dead. Em grande estilo, devo dizer. Quem acompanhou meu último post sobre a série sabe da minha impressão de lentidão da série. Neste últimos capítulos a série andou. E como.
Acho que está claro, mas nunca é demais avisar. Siga por sua conta e risco já que spoilers aparecerão nas próximas linhas.


Ainda por aqui ? Então, vamos lá. Finalmente deixamos a fazenda de Hershel e toda a estrutura da equipe está ruindo após a morte de Shane e a desconfiança do equipe com Rick. A cena da morte de Shane, apesar de não ser tão impactante como nos quadrinhos (Carl atira no Shane normal, não zumbi) foi muito bem conduzida. Não poderia ser mais parecida com as HQs pois na série, como a morte de Shane ocorreu muito depois, já vimos que existia uma ligação muito forte entre Carl e Shane, o que não permitiria ao telespectador aceitar tão facilmente esta situação. Ou seja, acerto do roteirista da série.

Interessante como a postergação da morte de Shane causou muito bem a série. Ele era o que destoava do grupo, já que o próprio Daryl ficou muito menos revoltado nesta temporada. Shane era o que vivia no limite, matou Otis de maneira fria, raspou o cabelo (pra mim, numa homenagem clara a Taxi Driver), a relação dele com Lori foi muito aprofundada e,como dois lados da moeda, ele e Rick sempre se chocavam. Para mim, o que era mais interessante é que apesar das decisões dele serem totalmente amorais, sempre faziam sentido logicamente. Já que não existe mais sociedade, devemos continuar seguindo as regras normais ?


A cena da morte de Shane também começa com uma tomada do diretor com os dois vultos (Rick e Shane) contra a luz da lua, que é, em minha opinião, uma das tomadas mais bonitas de toda a série. Falar da direção, fotografia, maquiagem, edição de arte é chover no molhado e repetir tudo que já foi comentado, mas este aspecto da série é digno de cinema.

Voltaram as mortes, a de Dale foi a mais emotiva, cena muito bem dirigida e de atuação marcante. A invasão zumbi deixou muitas baixas, e foi o ponto alto da série até agora. É o que sempre pensamos que poderia ocorrer, e aconteceu. Centenas de zumbis, mais do que as poucas pessoas conseguiriam conter. Achei que a desistência de Hershel foi menos difícildo que deveria ter sido, mas não prejudicou em nada a narrativa, já que o sentimento de desespero era muito maior. A fuga foi muito dificil, e a direção nos fez torcer por cada um do grupo.

Antes de concluir dois aspectos que não posso deixar de falar. O primeiro é uma discussão entre Andrea e Lori, lá pelo episódio 10/11, em que Lori critica Andrea por não estar ajudando nas tarefas domésticas, já que os homens já estavam cuidando da seguirança. Ou seja, mais machismo do roteirista, impossível. A idéia dele de apocalipse zumbi é que retrocedemos 200 anos não só na parte de sociedades mas nos direitos femininos também. Péssimo.


O segundo aspecto são as aparições do final da temporada. Michonne está muito parecida com as HQs. A introdução dela foi impactante e inesperada mas deixou uma espectativa muito boa para a próxima temporada, assim como a penitenciária que deve levar os conflitos do grupo para outro nível.

Até a terceira temporada, zumbis !

Comentem a vontade.

@peregrinc


segunda-feira, 26 de março de 2012

AWAKE - S01E3 e S01E04


Após o final do segundo episódio dando indícios de conspiração no acidente de Michael Britten, parece que os roteiristas resolveram estrategicamente explorar isso mais para frente. O terceiro episódio vem com um ritmo mais frenético: um presidiário chamado John Cooper, que foi condenado graças a Michael, consegue escapar e sequestra Rex! O problema é que antes de Michael conseguir descobrir o paradeiro de seu filho... John Cooper morre! É hora de dormir mais cedo... para acordar do outro lado e investigar o caso por outro ângulo, antes que seja tarde demais!
Já no quarto episódio, Michael investiga o suicídio (?) de uma jovem funcionária de uma grande empresa enquanto encara outro caso na outra realidade, a morte de um "festeiro" que aparentemente foi torturado antes de sua execução. E pra deixar Michael Britten mais confuso, ele se depara com a ex-babá de Rex: em um lado ela aparenta estar bem de vida e do outro, ela se encontra pobre e desamparada.

A série mantém, ao meu ver, uma qualidade aceitável, com episódios interessantes e que se encaixam bem. A trilha sonora sutil, impregna nosso inconsciente, faz o telespectador ficar com uma impressão de que não existe realidade, apenas dois sonhos se intercalando.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Homeland no Iradex

PH Santos falando sobre HOMELAND, já comentado aqui!
SEM SPOILERS!


quinta-feira, 15 de março de 2012

Awake - S01e02



O segundo episódio começou com a maior das expectativas. Será que conseguirão manter a qualidade da trama nesses próximos episódios? Dessa vez, Michael Britten investiga a morte do médico de fertilidade Bernard Mackenzie, assassinado por envenenamento. Do outro lado dessa realidade, o nome desse mesmo médico aparece como um "João Ninguém", assassinado com um tiro, porém, sem pistas ou testemunhas, o caso tinha sido dado como encerrado.
Muito engraçado como Michael se apega à coisas como "qual é a altura do suspeito" para conduzir a investigação. Obviamente, insistindo sempre nessa mesma pergunta, seus parceiros começam a questionar a sua sanidade. Mas não podemos perder de vista também que Michael é um excelente detetive, mandando muito bem na sala de interrogatório quando entrevistou o outro médico, colega de trabalho do falecido Dr. Bernard Mackenzie!

Além disso, quando se trata de sua família, Michael vai aprendendo, pegando pistas de um lado e usando no outro, melhorando tanto sua relação com seu filho como ajudando na superação de sua esposa na perda. 

E que final foi aquele? Agora é esperar pelo próximo!

OBSERVAÇÃO IMPORTANTÍSSIMA: o parceiro de Michael (na realidade onde a mãe está viva) é... Fez do That´s 70s Show! E fazendo um ótimo trabalho!

                        

terça-feira, 13 de março de 2012

How I Met Your Mother - s07 (até e17) - O Começo do Fim

Meu último grande vício de série foi How I Met Your Mother, conheci no final do último ano e em menos de 3 meses em 2012, cheguei ao episódio atual da temporada. Para quem não fez a conta foram 6 temporadas e meia digeridas, ou melhor, degustadas durante este período.
Não vou me alongar sobre a série, até porque meu colega/colaborador @rodolfojcn já fez isso aqui, mas não custa nada dizer que Barney, Marshall, Lily, Robin e Ted são os substitutos perfeitos para Rachel, Monica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross.
Mas depois de esta sequência enorme de episódios, passei um tempo pensando e vi que realmente já está na hora da série chegar ao ponto onde conheceremos a mãe dos filhos de Ted. Isso porque percebi que nesta sétima temporada apesar de alguns episódios espetaculares como a da festa na casa de Lily e Marshall, o de Robin falando com os filhos dela ou o do restaurante oriental (mind games de Barney, ao melhor estilo Ben Linus), a história principal em si chegou em um dead-end (ou beco sem saída) retornando a pontas soltas de outras temporadas como a Slutty Pumpkin, Victoria e o velho triângulo amoroso da série, ou até revendo algumas decisões como a ida de Lily e Marshall para o subúrbio , resultando na inevitável (spoiler).
Não acredito mais em um grande amor para Ted que não seja finalmente A MÃE, até porque ele mesmo já disse após o último Eu Te Amo na série que o próximo seria para A MÃE. Barney oscila entre o velho Barney e um que quer realmente namorar, o que para mim não convence muito. Marshall e Lily têm o bebê a caminho, que pode gerar ótimas situações. Já Robin sempre foi para mim a mais desinteressante do quinteto (a não ser pelos episódios com piadas sobre o Canadá) e seu personagem é o que menos variou durante as temporadas.
De qualquer forma, apesar de achar que HIMYM se aproxima inexoravelmente do fim (sempre quis escrever inexoravelmente), ainda é a série que melhor brinca com a linha temporal, com a estrutura dos episódios e com a imaginação de seus fãs. Sua perda será sentida.
Só espero que ela saiba a hora de sair de maneira legen... wait for it...

Comentem a vontade

@peregrinc


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domingo, 11 de março de 2012

Walking Dead - s02e08

Só para situar os desavisados, estou escrevendo este post após o episódio 08 da segunda temporada de Walking Dead, ou seja, o primeiro após o break.
Antes de falar sobre este episódio específico, é interessante fazer um apanhado desta primeira metade. Após uma curta primeira temporada, resolveu-se dividir a segunda temporada de WD, e a primeira parte focou basicamente na relação do grupo de Rick Grimes com o grupo da fazenda do veterinário Hershel, que ele encontra após ter o filho baleado, e na busca pela filha de Carol, Sophia, que se perdeu em uma floresta aos arredores da fazenda de Hershel. Apesar de alguns momentos bons, esta primeira metade se arrastou muito. Durante vários episódios, a sensação de que a história não andava foi gritante, mas tudo se salvou no desfecho, que foi espetacular. Uma coisa temos que admitir, apesar do roteiro ter um andamento lento, a direção, fotografia e direção de arte dos episódios são espetaculares, dignas de cinema. A sensação de tensão não some em momento nenhum.
Apesar da história principal ser cativante, alguns plots secundários não empolgam, como a gravidez de Lori (sinceramente, no fim do mundo, quem se importa de quem é o filho?). Por falar em Lori, é uma personagem que não cativa ninguém, acho uma atuação fraca de Sarah Wayne Callis, que eu até gostava em Prison Break, mas que até agora não consegue me passar nenhuma angustia do momento que está passando. Dos outros coadjuvantes destacaria somente Andrea (Laurie Holden) e Daryl (Norman Reedus). Já a dupla Rick Grimes e Shane, fazem seu papel. Apesar de achar Shane (Jon Bernthal) às vezes exagera um pouco na atuação, mas talvez faça parte do momento do personagem.
Bem, o fim desta primeira parte da temporada fechou algumas pontas, e preparou o caminho para novos rumos na segunda parte, mas não foi isso que vimos no primeiro episódio pós-break.
Mais um episódio que apesar de cenas muito interessantes, deu a sensação de que a trama não andou novamente. Mas valeu pelas cenas da conversa de Carl com a mãe - o menino Chandler Riggs se destacou, dando um banho de atuação em sua mãe fictícia - mostrando que a situação está exigindo um amadurecimento precoce; pelo acidente com Lori, muito bem dirigido, e, pela cena com os dois viajantes no bar. Esta cena inclusive me passou a sensação que apesar do perigo iminente dos zumbis, o maior medo ainda é provocado pelos seres humanos.

Comentem a vontade.

@peregrinc

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terça-feira, 6 de março de 2012

Sua série vai renovar?

O site "Ligado em Série" listou as séries que serão canceladas, renovadas e as que estão em cima do muro. Fringe tem chances de ser renovada!

sexta-feira, 2 de março de 2012

AWAKE - EPISÓDIO PILOTO


O carro sai da pista desgovernado e começa a capotar pelo declive. O mundo começa a rodar para Michael Britten (Jason Isaacs), sua esposa e seu filho. Ele e seu filho sobrevivem mas sua esposa não resiste à tragédia. Quero dizer, Michael sobrevive com sua esposa mas seu filho não resiste... à tragédia... Ahn? 

Awake, criado pelo pouco conhecido Kyle Killen, tem um enredo interessante. Após esse acidente, Michael Britten convive com duas realidades, uma em que sua mulher sobreviveu e a outra, seu filho. As duas se revezam toda vez que ele vai dormir. O que é sonho e o que é real?

Filtros coloridos são utilizados na filmagem, para definir de que lado o protagonista está. Essa técnica não é novidade: já foi usada com sutileza no filme Matrix (1999), em que Neo revezava entre um tom azulado, em Zion, e o esverdeado, quando entrava na Matrix. Um ótimo recurso, pois no seriado nem sempre a família de Michael está por perto para dar aquela pista ao telespectador.

Já não bastasse o drama familiar, Michael Britten também é policial e, enquanto faz psicoterapia (nas duas realidades!) para entender o que se passa em sua mente, investiga os mais variados casos (nas duas realidades!). Vale muito a pena conferir.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

AWAKE


Quando você acorda, é seu filho que sobreviveu ao acidente. E quando você acorda de novo, é sua mulher que sobreviveu...


Awake estreia em março na NBC. Sem data prevista no Brasil.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

John Reese: "I´m Batman!"


Bábara Gordon - Oráculo
Após o 14o episódio da primeira temporada de PERSON OF INTEREST, é impossível não fazer um paralelo do personagem John Reese (Jim Caviezel) com o famoso detetive dos quadrinhos Batman. Seu passado, envolto de mistérios, o influenciou a aceitar a proposta de Harold Finch (Michael Emmerson) em combater o crime antes que eles aconteçam. Do mesmo modo, a morte dos pais de Bruce Wayne o influenciaram a vestir a capa. À disposição do herói temos uma imensidão de apetrechos e armas, graças a fortuna da Fundação Wayne. Tudo bem, John Reese não é rico, mas, Harold, seu "contratante", é bilionário.

Detetive Joss Carter




Falando nele... Quem também é hacker, expert em tecnologia e sempre ajuda Batman nos mais difíceis casos? A Oráculo, ex-Bat-Girl, Bárbara Gordon. Após um tiro certeiro, disparado pelo Coringa, Bárbara ficou paraplégica, deixando-a inapta para combater o crime ao lado de Batman pelas ruas de Gotham. Contudo, decidiu que não pararia por aí e continuou a ajudar, dessa vez quebrando firewalls, invadindo sistemas e crackeando computadores. Pensando bem, Harold Finch é tão parecido que tem até  um problema na coluna... Não tem?

E nossos amigos policiais? Comissário Gordon e a Detetive Joss Carter, tão similares e incorruptíveis. John Reese sempre tentando usar de métodos não letais, deixando a dupla Fusco e Carter para fazer a prisão. Último episódio foi tão interessante que nos fez cogitar como seria se Reese tivesse mesmo um side-kick...

E aí, vocês notaram também algumas similaridades?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

TOUCH - EPISÓDIO PILOTO


Jake (David Mazouz) é um garoto de 11 anos, autista grave, que vive num mundo de números e introspecção. Seu pai, Martin Bohn (Kiefer Sutherland), é viúvo e cuida sozinho dessa criança, que necessita de cuidados especiais. A dificuldade em se manter no mesmo emprego, além do infortúnio de não conseguir conectar-se com seu próprio filho, leva-o à uma frustração diária.

Ah, nova série dramática da FOX? Não. Do criador Tim Kring (Heroes, Crossing Jordan), essa nova série de FICÇÃO CIENTÍFICA se baseia em que, na natureza, coincidências não existem e que todos somos de alguma forma conectados, como uma grande rede wireless. Tim Kring já nos provou que é um bom contador de histórias, mas que falha nas conclusões (Heroes). Será que ele aprendeu com os erros?

Fiquei satisfeito com o episódio piloto. Apesar dos trejeitos já conhecidos de Jack Bauer Kieth Sutherland (com direito à "DAMMIT"), sua atuação não incomoda e o garoto David Mazouz manda muito bem como autista. Mais uma vez, números viram protagonistas (#4_8_15_16_23_42feelings) e deixam o telespectador atento a qualquer referência. O episódio não deixa claro se o seriado será algo contínuo - cada episódio complementando o anterior, evoluindo em uma grande história - ou se cada episódio terá uma trama independente. O gancho final me deixou com vontade de conferir o próximo. Só estou com medo de estar caindo no velho conto do Tim Kring.

P.S. Veja nesse episódio: até onde uma pessoa pode ir pra conseguir um fogão novo.  o__O