sexta-feira, 29 de abril de 2011

The Big Bang Theory - S04E20 - The Herb Garden Germination


Mais um episódio na média de The Big Bang Theory. Engraçado e com algumas pitadas de ciência. Acho que a função de TBBT é justamente essa: dar alguns exemplos de teorias científicas para aqueles que são curiosos irem atrás, os que conhecem, "entenderem a piada" e os que não estão nem aí, se divertirem.

Neste brincamos com a teoria da incerteza de Eisenberg, com uma associação esplêndida de Sheldon, e com a teoria dos memes de Richard Dawkins, sobre a situação das fofocas. O episódio cresce com estes momentos, a presença de Amy se torna cada vez mais essencial para que os episódios não fiquem Sheldon-dependentes.

Os outros personagens estão perdendo o carisma pela atual trama. A súbita paixão de Raj por Bernadete ainda não convenceu, mas, pelo menos, gerou um momento legal, quando Howard a pede em casamento. A história de Leonard e Priya não poderia ser mais chata e o triângulo amoroso entre eles e Penny ainda não engrenou. Howard, que era um dos melhores personagens, perdeu muito com o namoro com Bernadete, que não é uma personagem interessante (qual a característica marcante dela ? o que esperar deste personagem ?).

Mesmo assim, as trolladas de Sheldon e Amy no pessoal ganham o episódio e, apesar do problema com as tramas paralelas, a trama principal ainda consegue se manter interessante. Mas não deixa (como Fringe comentado por @marinalordelo) um gostinho de "quero mais" pelo próximo episódio.

Comentem a vontade.

@peregrinc


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fringe S03E20 - 6:02 AM EST

Este foi o 'começo do fim' da temporada. O episódio mostrou que (diferente de outras séries) haverá link com a história inicial e o ciclo do suposto fim de um dos universos irá se fechar. É exatamente isso que nós, espectadores, esperamos de roteiristas sérios, que respeitam seu público. Ponto pra eles.

A máquina voltou em voga e ainda há expectativa de Peter resolver o problema, já que em episódios anteriores ele andou buscando informações de forma discreta sobre as peças misteriosas.

A impressão que deu foi de que Walternativo conseguiu ligar a máquina do outro universo, quando se apoderou de 50% do DNA de Peter. Aliás, eu, como bióloga, preciso fazer esse comentário: QUE TECNOLOGIA, HEIN? Se isso de fato aconteceu (não fica claro no episódio), podemos ter fé de que se 50% de um DNA faz isso, imagine os 100% que estão do lado de cá?


Outra coisa que mexe com a nossa imaginação é essa jogada do roteiro de fazer o espectador se sentir mais parte de uma realidade do que da outra. Já pararam pra pensar nisso? Por que temos mais afinidades com Walter, Olívia, Astrid do que com Walternativo, Bolívia e Bastrid (forcei agora)? Se analisarmos friamente, os personagens da realidade B tem fundamentos válidos e honestos também; e o mais importante que ninguém quer enxergar: Walter também seria frio se não tivesse uma parte do seu Lobo retirado e não tivesse sido internado no hospício. Acho interessante pensarmos um pouco nisso (é até confortante no caso de só o universo B sobreviver!)

Eu, particularmente, gosto muito dos episódios que ficam trocando as realidades. Acho empolgante. As cenas com Bolívia tentando ir a realidade A são tensas, mas o argumento dela de que Peter é o único que pode fazer Walternativo desligar a máquina não colou. Mulher é dose, pra mim ela quer ir lá contar que eles tem um filho. Esse é o propósito dela, desligar a máquina é consequência. #prontofalei

O season finale tem tudo pra ser espetacular. Espero que descobrir os mistérios de Sam Weiss seja estarrecedor e desligar (ou deixar em stand by) a máquina um fato. Difícil vai ser imaginar a reação de Peter quando souber que é pai de um filho em outra realidade.

comentem a vontade

@marinalordelo

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Elo Perdido

Estou revendo Mad About You. Ótima série, acho que foi a primeira sitcom que eu gostava de acompanhar, antes mesmo de Full House e Who's the Boss. Claro que isso no canal fechado, porque Alf já fazia parte de minha vida há muito tempo.

Hoje em dia, minhas séries favoritas são Seinfeld e Friends. Assisto repetidamente. Over and over again. Sei diálogos de cenas completas e mesmo assim não me canso de assistir.

Sempre soube da ligação entre Mad About You e Friends. Ursula Buffay (Lisa Kudrow) é a louca garçonete que atendia Paul (Paul Reiser) e Jamie (Helen Hunt) no Riff's, e também é irmã de Phoebe Buffay (Lisa Kudrow, novamente) de Friends e, em um episódio especial, Jamie vai até o Central Perk e encontra Phoebe, que ela confunde por Ursula.



Hoje eu tive uma surpresa incrível. Ao ver um episódio da primeira temporada de Mad About You, The Apartment, descubro que Paul tinha um apartamento que deixava alugado. Era um apartamento 5B, cujo inquilino era, nada mais, nada menos, que Cosmo Kramer (Michael Richards) ! Imagine minha surpresa quando ele apareceu, com todos os seus trejeitos característicos. Até mencionam Jerry no fim do diálogo.


Fazia tempo que não me surpreendia tanto assim, e fazendo um retrospecto, Mad About You é o elo perdido entre os seriados de comédia de maior sucesso da TV americana. Só de pensar em todos vivendo na mesma cidade, me faz imaginar o dia em que Ross pode ter esbarrado em George, ou Joey dado em cima de Elaine.

Comentem a vontade.

@peregrinc

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fringe S03E19 LSD

Com o objetivo de buscar a consciência perdida de Olívia e transferir a de Bell para um computador, o episódio ganha vida com o tema contaminado por "Inception". A cena dos três personagens sentados e plugados juntos, imbuídos em penetrar na mente de Olívia, logo me lembrou a referência ao filme. Só faltou o amuleto.

A atuação de Anna Torv combinada à brilhante mudança no tom de voz e ao figurino científico (óculos de acetato e jaleco) mexem com a imaginação do espectador, que tenta imaginar William Bell a cada frase solfejada pela atriz.

O episódio tem uma condução emocionante, fazendo cortes entre a tensa mente de Olívia com os três infiltrados e a realidade divertida de Astrid cuidando de Broyles em alfa por ter tomado o LSD por engano. Percebemos o quanto Olive é perturbada pela sua infância e ao mesmo tempo como é esperta e inteligente ao se redimir de seus medos. A novidade do episódio em apresentar uma parte desenhada é a sacada original dos diretores de arte, extremamente atrativa e até mesmo filosófica: até onde a mente humana é capaz de emaranhar fantasia e realidade?

Fringe neste episódio nos faz sentir um misto de emoções estranhas. Nos faz sentir algo indescritível junto com Peter com a última frase de Olívia: aquele é o homem que vai me matar; acompanhado de uma mordida casual na torrada.

Impressionou de verdade.

@marinalordelo