domingo, 3 de fevereiro de 2013

THE FOLLOWING

Escrito por Kevin Williamson, conhecido roteirista da série "Pânico", chega ao canal FOX o seriado "The Following". 

Ryan Hardy (Kevin Bacon), ex-agente do FBI, é convocado pela agência após Joe Carrol (James Purefoy) ter conseguido escapar da prisão. Carrol era um renomado professor de literatura, especializado nas obras de Edgar Allan Poe. Entretanto não via Poe como um mero escritor: inspirado em seus textos, tornou-se um serial killer. Sua dantesca trajetória foi quebrada por Ryan, que na época trabalhava para o FBI.

Repleto de irritantes clichés, os dois primeiros episódios revelam roteiros bem simplórios, sem muitas surpresas. Flashbacks são utilizados a todo momento, muitas vezes pouco interessantes. Contudo, no final, a idéia geral da trama até parece promissora. Joe Carrol é um psicopata diferente, culto, com uma personalidade carismática e uma habilidade surpreendente de manipular pessoas, e seu plano tudo tem a ver com literatura! Deste modo, apesar da pobreza no desenvolvimento, o potencial de "The Following" torna a série ainda digna de ser acompanhada por mais algum tempo.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Game Of Thrones - Season Finale


Casal em Série tardando mas não falha!

O último episódio dessa segunda temporada mostra os resultados do conflito da baía da Água Negra. Batalha esta vista no episódio passado, mas que merece alguns comentários pela sua grandiosidade.

A tensão do conflito era evidente, dentro e fora de Porto Real. As incessantes - e desconfortáveis - conversas entre Cersei e Sansa tornava a situação ainda mais claustrofóbica. O destino daquelas mulheres estava traçado, dependendo do resultado da guerra, e isso tornavam-as nada mais que ovelhas em um cerco, sendo o pastor Ser Ilyn Payne. O fogovivo, líquido altamente inflamável utilizado no combate, ficou com um efeito interessantíssimo, com uma cor verde fluorescente, deixando-o com um aspecto de substância não existente em nossa realidade. Um dos personagens mais odiados, o rei Joffrey, sucumbe ao medo da iminente derrota e foge na frente de seus soldados, deixando ao seu tio anão a responsabilidade de controlar o ânimo da tropa. E, com um jogo de planos, que alternava entre a imagem dos soldados espalhados lá embaixo e Tyrion num andar mais superior, tornou mais épico seu discurso, finalizando com todos brandindo e com a moral retomada. Contudo, Tyrion sai de cena logo em seguida, cabisbaixo, com uma expressão de desconforto e pessimismo.


Por outro lado, uma questão: que rei sai na frente de sua tropa, pondo em risco sua vida num combate frontal? Aparentemente Stannis. Eu entendo que ele se considerava "campeão" do Deus Vermelho e que Melissandre havia lhe dito que viu no fogo que venceriam a guerra... Mas não dá pra engolir um "senhor" lutar daquela maneira, fazer aquele estrago, conseguir invadir a muralha... Até finalmente bater em retirada, com a chegada de Tywin Lannister e a família Tyrell, agora aliados, retomando Porto Real na última hora.


A partir desse ponto, o episódio final apenas ficou com a responsabilidade de fechar certas pontas soltas. Lembrando que o penúltimo episódio da primeira temporada culminou com a cabeça de Ned Stark rolando, a tensão estava focada no destino de nosso querido anão Tyrion Lannister, seriamente ferido em combate. Com a experiência traumatizante do telespectador, podia se esperar o pior, contudo um suspiro de alívio pôde ser dado logo no início do episódio, quando os olhos de Tyrion se abrem... Mas em sua face a mácula eterna daquela batalha, possivelmente encomendada pela irmã Cersei.


Arya e seus companheiros conseguem fugir de Harrenhal graças à ajuda do misterioso Jaqen H´ghar. Definitivamente tinha algo de muito estranho com esse estrangeiro... As mortes que lhe eram solicitadas eram providenciadas sem dificuldades, independente de tempo e da quantidade! Após a mudança de seu rosto,  fica claro que Jaqen possui poderes místicos. Uma curiosidade: na primeira temporada, uma das serviçais de Viserys comenta sobre algumas lendas de Westeros, de pessoas que conseguem "mudar a fisionomia como mudam de roupa". (Ver no video abaixo, minuto 1:56)





A trama de Daenerys foi a que mais destoou da história do livro. Neste caso não me incomodou de maneira alguma, já que, na minha opinião, o que se passa com ela em "A Fúria dos Reis" não é tão elaborado como o enredo mostrado na série. O roubo dos dragões e o poder de "multiplicação" do mago Pyat Pree não fazem parte da história original. Contudo faltou alguns detalhes, principalmente certas visões que Daenerys presenciou na Casa dos Imortais e que foram deixadas de lado no seriado.

Brienne e Jaime Lannister agora seguem para Porto Real. Quem leu Tormenta de Espadas sabe como esta dupla interage bem, mas até agora não percebi muita química entre os dois atores. A atriz Gwendoline Christie, que faz o papel da feia e hábil guerreira, ficou bem caracterizada em sua personagem, mas, nas cenas de combate, ela deixa a desejar com movimentos muito lentos. Vamos aguardar a terceira temporarada e conferir.

O final do episódio foi bem polêmico, mostrando um batalhão de mortos-vivos ao norte... Conclusão essa que dividiu opiniões. Percebo que existem dois tipos de espectadores: aqueles que adoram Guerra dos Tronos pelo conteúdo medieval e político e aqueles que gostam disso tudo, mas não vêem a hora dos dragões crescerem e almejam que a sutil magia presente em Westeros esteja cada vez mais evidente na trama. Guerra dos Tronos nunca quis enganar ninguém: desde o primeiro ato estava claro que seres para lá da muralha estavam surgindo e que em certo ponto isso iria ser explorado.

E o que vocês acharam da trajetória de Theon Greyjoy nessa temporada? E do jovem lobo sucumbindo ao charme de Jeyne e quebrando a promessa do velho Frey?

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@rodolfojcn

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Chuck - 1a temporada


Como vocês já perceberam, não falo apenas sobre seriados novos e episódios recentes. Muitas vezes me deparo com uma série que já estreou faz um tempo, mas que nunca tive oportunidade de assistir. Enquanto minhas séries preferidas não voltam, resolvi dar uma chance à Chuck (2007).

Chuck é um jovem pacato que trabalha numa loja de eletrônicos chamada Buy More. Fez faculdade em Stanford, mas não conseguiu se formar, graças a seu colega de quarto Bryce Larkin, que o acusou de ter roubado as questões das provas. Três anos depois vemos o mesmo Bryce roubando um arquivo confidencial - e extremamente bem protegido - da CIA, para logo depois enviar para o email de Chuck.

Assim que abre o arquivo, Chuck é bombardeado por uma série de informações sigilosas da CIA e seu cérebro absorve tudo...
E, a partir de então, se torna a mais nova arma do serviço secreto americano para identificar possíveis atos de terrorismo e criminosos procurados.

Dois agentes ficam responsáveis por ele: a bela Sarah Walker (Yvonne Strahovski), da CIA, e o ranzinza John Casey (Adam Baldwin), da NSA. Sarah se torna a nova "namorada" de Chuck, enquanto Casey se torna empregado da Buy More

A série é bem leve e divertida. Fica bem claro desde o começo que o objetivo nunca foi de um seriado sério sobre espionagem, sendo ele repleto de clichês, incluindo referências à filmes do 007 e a complicada relação entre o nerd com a linda espiã designada à protegê-lo. Algumas cenas de ação são exageradas, outras até bem feitas, mas o que me deixou profundamente incomodado foram as lutas, principalmente quando envolvem a atriz Yvonne Strahovski. Nem todo mundo tem o dom para as artes marciais...

Seria então uma mistura de "Big Bang Theory" com "Person of Interest"? Talvez. Mas dessa vez as referências nerds são poucas e bem mais sutis, deixando apenas a personalidade de Chuck como foco. A espionagem está lá também, mas sempre com os dois agentes agindo e fazendo Chuck "esperar no carro" (e vocês acham que ele consegue ficar parado lá dentro?).

Terminei a primeira temporada, que possui 13 episódios, e já estou providenciando a segunda. Os mais exigentes podem considerar a série um pouco boba... Mas é tão divertida, que até o James Bond pararia pra ver na hora do almoço.

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@rodolfojcn

quinta-feira, 14 de junho de 2012

HOMELAND - 1a Temporada

Já comentei sobre o episódio piloto AQUI e como a primeira temporada de Homeland foi aclamada pela crítica. Mas demorei um pouco pra engatar nos episódios seguintes e só ontem finalizei todos os 12 episódios da série.

Resumindo, Homeland conta a história de Nicholas Brody, fuzileiro naval capturado por terroristas e que ficou durante 8 anos em cativeiro. Resgatado após uma investida americana, volta pra sua família e é aclamado como herói de guerra.

Enquanto isso, a desajustada porém competente Carrie Mathison, agente da CIA, sabe - através de um informante de Bagdá - que um soldado americano se converteu ao islamismo e possivelmente será responsável por um novo atentado em solo norte-americano. Seria ele Nicholas Brody??

Quando Carrie vê o retorno de Nicholas Brody, aparentemente tudo se encaixa, iniciando um jogo de gato e rato. A trama é bem interessante, apesar da temática já ter sido abordada incessantemente após o atentado das Torres Gêmeas. Contudo, a visão maniqueísta (EUA x MAL) começa a se perder ao longo da temporada, o que é um ponto positivo da série. Já estamos cansados de ver sempre os Estados Unidos como perfeitos e heróis do mundo.

Além disso, os personagens são consistentes e a atuação é um show à parte. O telespectador vai conhecendo-os aos poucos até descobrir qual a intenção por trás de cada ação. Nota-se uma direção cuidadosa e uma fotografia impecável, com planos emocionantes, mostrando - até o clímax do último episódio - o porquê de tantos prêmios até o momento. 

Dessa vez fiz esse post sem spoilers exatamente para atiçar você que não viu ainda. Eu achava que Homeland seria uma minisérie. Agora estou feliz, aguardando a próxima temporada. Vamos ver até onde essa trama vai nos levar.



terça-feira, 29 de maio de 2012

Person of Interest - Season Finale

PERSON OF INTEREST chega ao fim de sua primeira temporada. Série policial e de espionagem criada por Jonathan Nolan e produzida por J. J. Abrams, conta a história de John Reese, um ex-agente da CIA contratado pelo bilionário Harold Finch para evitar assassinatos antes que eles aconteçam. Tudo graças a uma máquina criada por Finch que, através de uma análise precisa de emails, telefones e câmeras de vigilância, consegue prever quando um cidadão estará envolvido num crime violento.

A avaliação do episódio piloto está AQUI.

A temporada toda foi fantástica. A série parecia que ia ser levada "nas costas" pelos talentosos James Caveziel e Michael Emmerson, mas, durante a evolução da trama, grande importância foi dada aos policiais coadjuvantes. Detetive Carter e Fusco obtiveram papel fundamental na narrativa e se tornaram essenciais até os momentos finais da temporada.

A detetive Joss Carter, policial incorruptível, se vê num beco sem saída quando descobre que John Reese - conhecido como "homem de terno" - é um dos mocinhos e que muitas vezes consegue resolver os crimes que a polícia não consegue. A aproximação desses dois a partir do episódio 09 ("Get Carter") muda o rumo da história, deixando as coisas bem mais interessantes.

O detetive Lionel Fusco, ao contrário, sempre foi um policial corrupto. Graças as ameaças de John Reese, consegue fazê-lo trabalhar como seu espião dentro da polícia e também como infiltrado numa organização de policiais corruptos chamada HR. E não é que ele acabou gostando de ser "do bem"?

Achei que iam levar o personagem Elias para o final da temporada, que ele iria ser o grande vilão da série. Mas resolveram dar fim em sua trama no episódio 19 ("Flesh and Blood")... Bem, não sei se ele volta para as próximas temporadas, já que seu arco fechou tão bem. Foi um vilão com grande profundidade e gostei de conhecer a sua história. Mark Snow, o agente da CIA que persegue Reese, tem seu fim no episódio S01E20, o que pra mim foi meio inesperado. Achei que ele ia dar muito trabalho pro nosso herói nas temporadas seguintes.



"SPOILERS" DO EPISÓDIO S01E23 - SEASON FINALE

Agora sabe-se que a máquina não foi desligada.
Essa informação foi obtida pela agente (ou ex-agente?) Alicia Corwin, que explica à Henry Finch sobre o perigo da máquina em cair em mãos erradas. Mas antes que ambos chegassem a um consenso, surge a obscura hacker "Root" (episódio 13 - "Root Cause"), mata a agente e sequestra Finch. WTF!

Rever a maliciosa Zoey Morgan no último episódio foi ótimo, suas artimanhas são sempre de grande valia nas missões mais complicadas. Assistir os dois policiais se digladiando e, após a discussão, descobrirem que ambos trabalhavam com John Reese... "Bem, nós devíamos nos juntar e tomar uma, um dia desses". Foi hilariante!

E, finalmente, com o sumiço de Finch, como fica John Reese? O que lhe resta da vida? Quem lhe dará os números da próxima vítima ou assassino? Vê-lo andando na rua sem direção chega a ser angustiante... Até que o telefone público toca.

Aguardarei ansioso a próxima temporada pra saber mais sobre "a" máquina e quem mais está envolvido!

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@rodolfojcn

domingo, 27 de maio de 2012

Community s03e20 - A genialidade de Community

Acho que é lugar comum citar Community como a melhor série de comédia da atualidade, ou pelo menos, uma das melhores. E este momento de Community é ainda mais proeminente com a decadência de Big Bang Theoty (comentada por @marinalordelo no post anterior)e a saída de Michael Scott (Steve Carell) de The Office. Modern Family continua com seu humor característico mas com um foco mais real. E 30 Rock é o que mais aproxima de Community, com um humor non-sense e calcado nas críticas sobre o politicamente correto americano. 

Community é uma homenagem ao cinema e séries de TV. Cada episódio pode levar-nos de uma animação em stop-motion a um episódio de CSI, com as situações mais diferentes possíveis. Referência aos filmes/séries de guerra com um jogo de paintball, aos filmes de Tarantino com um aniversário, e por aí vai. Mas como um fã de videogames e ficção científica não poderia deixar de escrever sobre o episódio Digital EState Planning, no qual o grupo de estudos se transporta para um jogo de videogame com seus avatares para tentar localizar a fortuna do pai de Pierce.
O sentimento de nostalgia é irresistível para quem jogou os consoles de 8 e 16bits, principalmente 8 bits (Nintendo,Master System). O jogo é claramente baseado nos RPGs da época como Phantasy Star, inclusive a edição de som. Um espetáculo. E dentro do jogo, o veneno crítico de Community também começa a ser destilado, mostrando principalmente nos personagens de Annie e Shirley que fora da realidade suas convicções podem mudar. 
Para mim, duas referências muito fortes, a primeira de Jogador número 1, livro de Ernest Cline, que levam pessoas a um mundo de realidade virtual em busca de um tesouro, como o pai de Pierce, e a segunda é Matrix. Matrix está todo lá, com Abed sendo Neo. Ele que entende como o jogo funciona e faz com que tudo se modifique. O pai de Pierce seria o Arquiteto e Gilbert Lawson seria agente Smith. Mas cada um enxerga community como quiser. O seriado está lá cheio de referências, e tenho certeza que as referências que eu vejo não são as mesmas que outras pessoas percebem, e nisso vejo a genialidade de Community. 
Infelizmente já foi anunciado que a quarta e última temporada será somente de 13 episódios. Mas se continuar com este ritmo Community será lembrada como uma das séries mais marcantes de comédia desta década.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

A decadência de The Big Bang Theory

Não tenho dúvidas de que vou criar vários inimigos com este post, mas já passou da hora de se conversar um pouco sobre o que esta série que prometia tanto vem fazendo com os fiéis espectadores. 

Eu já tinha observado e comentado que a partir da terceira temporada Sheldon – o melhor personagem da série - virou uma espécie de protagonista. Praticamente todos os episódios foram voltados para ele, ofuscando, consequentemente, os colegas igualmente competentes. Howard se manteve o mais apagado possível, até que o aparecimento de Bernadette deu uma guinada na sua história.

Raj, que sempre foi um personagem co-dependente de Howie, ficou ainda mais apagado. Enquanto sua irmã, Priya estava na área, Raj teve um pouquinho mais de destaque. Mas até ela era mais interessante do que o rapaz, além de movimentar os núcleos de forma muito divertida. Aliás, já está na hora de dar um jeito no transtorno dele em falar na frente de mulheres; era engraçado no começo, hoje, só fez prejudicar o crescimento do personagem – que não participa de inúmeros diálogos.

A história entre Penny e Leonard está cada vez mais morna e sem jeito. Aliás, o endeusamento de Penny por Amy é mais interessante do que a história da lourinha com o suposto protagonista.

Amy sim é uma personagem interessante. A única que mudou durante as temporadas, saindo do “sheldonismo” intocável na sua primeira aparição, à uma mulher cheia de desejos, capaz de aceitar qualquer proposta de contato corporal com Sheldon. Hoje, Amy é a personagem que mais me divirto em todos os episódios.


O Season Finale foi decepcionante. O primeiro casamento entre os personagens da série deveria ter sido muito mais emocionante, cativante, divertido e até mesmo elegante. A única coisa legal de toda aquela história foi o zoom out da câmera mostrando o coração feito por Raj no terraço. De resto, foi muita vergonha alheia ver todos fazerem um jogral sendo juízes do casamento – eu não gostei. Ficou estranho a mãe de Howard não aparecer, o pai de Bernadete cair fora e não ter absolutamente nenhum outro convidado – nem da universidade, do Cheesecake Factory ou do laboratório que Bernadete trabalha atualmente.


Impossível não comparar com os excelentes casamentos de Friends, todos igualmente divertidos e cheios de lágrimas dos expectadores: Mônica e Chandler, Ross e Emily, Ross e Rachel em Vegas e o mais lindo de todos, Phoebe e Mike. Assim, vira até covardia falar do casamento de Howie e Bernadete, né?

TBBT está vivendo do que foram as duas primeiras temporadas, que arrebataram o público que permanece até hoje assistindo aos episódios não mais tão divertidos quanto antes. É preciso mudar esse cenário, sem trazer novos atores ao elenco, e sim melhorando as histórias dos que já são fixos do quadro.

terça-feira, 1 de maio de 2012

FRINGE - Episódio s4e19


= CONTÉM SPOILER DA QUARTA TEMPORADA =

Sim, eles vieram do futuro. E em determinado momento eles pararam de observar e tomaram o controle... Isso foi no ano de 2015.

Fringe mais uma vez surpreende e começa a revelar mistérios... Inserindo mais alguns. Dessa vez tudo se passa no futuro, numa realidade em que não se sabe qual. Os seres humanos que resistiram aos Observadores foram subjugados. Os que sobreviveram, sucumbiram, e foram chamados de "nativos". Outros optaram por segui-los e se declararam aliados e foram chamados de "fidelistas".

A divisão Fringe, igualmente subjugada, se tornou responsável em manter a paz e o controle dos nativos, pelo risco de novos rebeldes se unirem para tentar deter os Observadores.

Qual é o objetivo desses roteiristas, pelo amor de Jesus Cristo ?!

Com a confirmação da quinta e última temporada de Fringe, estamos em reta final da saga de Olivia, Peter e Walter. Apesar da grande confusão de realidades paralelas, linhas temporais diferentes... E agora o passado e futuro, era necessário maior objetividade na narrativa. Apontar a série para uma direção - ou duas direções, no caso - significou expor as duas ameaças/inimigos da história: David Robert Jones e os Observadores.

Saber que os Observadores deixaram de observar e, deste modo, optaram por se estabelecer em um ano específico, foi uma provável decisão após séculos de análise sobre a humanidade. Assim, decretar a supremacia em um período histórico onde a humanidade se encontrava em crise ou fragilizada tem um certo fundamento. Bem, pelo menos é o que eu acho!

O problema é que existe uma variável que os Observadores não conseguem enxergar: Peter Bishop. Ele foi apagado de toda a realidade e, mesmo assim, voltou pra ela. Será que é por isso que Etta Bishop, filha de Peter e Olivia, consegue ludibriar os Observadores tão bem?

E as pendência? Os mistérios?

ZTF. Não estou esquecido desse livro, escrito pelo próprio Willian Bell. Não esqueço que o livro comenta sobre "as primeiras pessoas", os primeiros humanos do planeta. Espero que esta e várias outras pendências fiquem claras, mas dessa vez eu me sinto mais confiante do que na época do falecido seriado LOST.



P.S. Para mim, a abertura desse episódio foi tão impactante quanto o próprio episódio em si. 
Nas aberturas anteriores, sempre foi mostrado temas dos mais variados, que incluem assuntos polêmicos da ciência, tecnologia, psicologia e paranormalidade. Veja aqui, aqui e aqui.

O que foi feito nessa abertura de tão emocionante? Citando coisas como "Individualidade", "Alegria", "Comunidade"... "Educação", "Livre arbítrio" e "Liberdade"... Agora esses assuntos são considerados polêmicos. São esses os temas que, antigamente tão óbvios, agora são distantes e quase inatingíveis. Perfeito.

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@rodolfojcn

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Merlin - Episódio Piloto


Continuo minha saga, falando sobre episódios pilotos!

Lançado em setembro de 2008, MERLIN é uma releitura da história do famoso mago da lenda do Rei Arthur. Merlin (Colin Morgan), quando chega em Camelot pela primeira vez, percebe que está em apuros. Enviado por sua mãe para trabalhar e aprender com o curandeiro Gaius (Richard Wilson) a arte da medicina, descobre que magia é crime e a sentença é a morte. O problema é que ele nasceu com esse dom e faz feitiços de maneira tão espontânea que mal consegue disfarçar.

Vê que o rei Uther Pendragon está condenando um rapaz por feitiçaria. Sua morte em praça pública desperta a fúria de sua mãe, que promete vingança. Merlin conhece também o filho do rei, o jovem Arthur. Habilidoso guerreiro, demonstra ainda uma postura imatura e de garoto mimado, diferente do homem que futuramente se tornará. Outros personagens clássicos são inseridos: Guinevere, uma doce moça que trabalha como serviçal no palácio, e Morgana, meia- irmã do príncipe Arthur.


A primeira impressão não foi das melhores. Muitas mudanças da lenda original me incomodaram. Senti-me vendo um "Smallville" medieval com um elenco feio de dar dó. Os efeitos especiais das magias são muito bons, principalmente a telecinese de Merlin. Mas só isso não garante qualidade do roteiro, que, pela simplicidade, visivelmente tem como foco o público infanto-juvenil.

Potencial? Até tem. A história é rica, Lancelot não aparece nesse início e deve ser um elemento importante para a trama. Mas a relação entre Merlin e Arthur (que por incrível que pareça têm a mesma idade!) deve amadurecer ao longo da temporada mas, sinceramente... Não empolgou para ver os seguintes.

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@rodolfojcn

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Game of Thrones S02 – a opinião de quem não leu o livro



Só leia este post se você já assistiu aos 4 episódios da segunda temporada, ok?

Como @peregrinc e @rodolfojcn leram os livros de Martin eu resolvi compartilhar a minha opinião de não-leitora e exclusivamente expectadora da série. Bom, vamos lá!

Eu não sei vocês, mas sempre me perco no mapa (que a cada episódio acrescenta um lugar novo e eu não acompanho!) e nos personagens. Mapas a parte, quero dar minha humilde opinião sobre essa disputa de coras. Na realidade o título de rei virou chiclete no bolso da calça: todo mundo tem. É um tal de sua Graça em todos os cantos do mapa (mesmo sem entendê-lo, ó!). Começarei então pelos irmãos Baratheon.

Os dois herdeiros legítimos da coroa, até então são personagens com núcleos bem interessantes. Renly, irmão mais novo de Robert, tem sua fake esposa que compra a ideia de se tornar rainha e por isso tolera as traições ardentes do marido com seu irmão. Mas, a personagem com mais potencial do núcelo que deve vir com tudo é a fiel escudeira de Renly (não achei o nome dela de jeito algum!). Acho que ela ainda vai prometer boas cenas e bons diálogos. Renly, apesar de irmão de Robert, é o mais novo e não tem direito ao trono; um menino mimado que está doidinho para ter o poder nas mãos.

Lorde Stannis Baratheon é o herdeiro de direito e de fato. Apático, se transforma quando se relaciona com a mulher vermelha, poderosa e dotada de dons até então desconhecidos. Seu núcleo principal conta ainda com Davos, o ex-contrabandista que teve os dedos de uma das mãos cortados por Stannis. Nem preciso dizer que a mulher vermelha é um personagem super interessante, principalmente por conta desse mistério todo que ela emana. Neste último episódio, inclusive, Davos presencia o nascimento estupidamente rápido do filho dela com Stannis. Quer dizer, aquilo não é um filho, né? É um demônio das sombras do Vingador de “Caverna do Dragão”! Provavelmente ela será uma ameaça a aquisição do trono, creio eu.


Além de ser bastardo de Cersei com Jamie e não ter direito a coroa, Joffrey é louco. Maluquinho da silva. Desde o final da temporada passada quando ele mandou decepar a cabeça de Ned eu tinha certeza do diagnóstico. Esta temporada não está nada diferente: em quatro episódios ele já bateu em Sansa, já mandou matar bebês e agora me veio com sadomasoquismo doente, ordenando as prostitutas a se espancarem. Definitivamente Cersei não deu educação a esse menino. Ele não só deve perder o trono de ferro, como deve ser uma cena linda de se ver. Aposto que todos vocês estão tão ansiosos quanto eu para ver o menino Joffrey se dar mal.

Daenerys está apagada até então. Coitada, vaga pelo deserto sem água nem comida, e vive da esperança de seus dragões crescerem e a vingarem. Sim, ela pode ser a grande surpresa da temporada, não tenho dúvidas. Massa seria ver uma luta entre os dragões de Daenerys com o demônio das sombras da mulher vermelha, que tal?

Robb Stark é um fenômeno em ganhar batalhas que ninguém vê, só ouvimos dizer. Sustentado pelas boas influências da mãe, é o queridinho do público e o preferido da maioria em assumir o reino. Se Martin seguir a linha da temporada passada, ele vai ser feliz há 7 palmos do chão. Sim, claro! Sigamos a lógica, Ned morreu e ele era o querido dos espectadores, chegou a ser considerado protagonista da série! Bem, morrendo ou não, Robb ainda vai dar dor de cabeça aos outros núcleos e vai ganhar todas as batalhas. Mesmo que a gente não veja...

Eu estou gostando bastante da segunda temporada, e esse último episódio me deixou mais empolgada do que os três primeiros, apesar da boa dose de fantasia. Domingo chegaremos à metade da série e a tendência é que do meio para o final as coisas esquentem ainda mais. Haja expectativa!

Comentem a vontade,

@marinalordelo